CONTEÚDO EXCLUSIVO: Transportadores sentem impactos da Covid-19

Entre os dias 1º e 3 de abril, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) realizou a Pesquisa de Impacto no Transporte Covid-19, com a participação de 776 empresas de cargas e de passageiros de todos os modais de transporte. Entre os entrevistados, 90% estão pessimistas em relação ao futuro e avaliam que a pandemia do novo coronavírus terá impacto negativo em suas empresas.

84% esperam redução no faturamento nos próximos 30 dias e 82,5%, nos próximos 60 dias. Além disso, 70,7% disseram que já estão enfrentando problemas de caixa e da capacidade em realizar os pagamentos correntes, como a folha de pagamentos e os fornecedores.

Apesar do cenário ser alarmante, Rogério Bruch, diretor Comercial da Fetransporte Brasil, assessoria de seguros especializada em seguro de transporte de cargas, comenta que a amostra da pesquisa (776 empresas) corresponde a apenas 0,05% do mercado transportador e não mostra de quais regiões eles são. “A realidade tem que ser vista em cada região em que se está inserida”, afirma.

Ele lembra também que houve queda no movimento de cargas de bens duráveis pela paralisação de algumas atividades no País imposta pela pandemia, mas que, por outro lado, aumentou a movimentação de cargas dos chamados itens essenciais, como alimentos, higiene e remédios, bem como do agronegócio.

Para exemplificar, Bruch coloca que somente no porto de Paranaguá, localizado no Paraná, o movimento de caminhões aumentou mais de 55%. “Entre os dias 30 de março a 5 de abril, foram 54 mil veículos que trafegaram para o escoamento de soja nesse porto, ante 34.261 no mesmo período de 2019”, especifica.

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