Especialista avalia o setor automotivo pós-pandemia no Brasil

A verdade é só uma: a pandemia do coronavírus trouxe uma crise mundial para diversos setores da economia e, o mercado automotivo, principalmente o brasileiro, está passando por uma instabilidade que não dá indícios de previsão de melhora, principalmente por causa do alto valor do dólar. 

A produção de veículos diminuiu consideravelmente e teve o menor número projetado em toda a história. Para o especialista em mercado automotivo e CEO da Mobiauto, plataforma de compra e venda de veículos on-line, Sant Clair de Castro Jr, o problema existe muito antes da COVID-19.

“Há alguns anos o setor automotivo está sendo afetado economicamente e, agora com o aumento do dólar, as montadoras precisam transferir o impacto cambial para o preço final dos carros. Um exemplo é o aumento de 4% em toda a linha da General Motors”, aponta. 

Nos últimos meses, o país sofreu uma queda de 62,5% nas vendas de veículos seminovos e usados em abril, segundo levantamento realizado pela Auto Avaliar, onde cerca de três mil concessionárias e 30 mil lojistas foram considerados. Já em maio, o mercado voltou a respirar com uma alta de 17% em comparação a abril, mas, mesmo assim as vendas foram 73% menores que em 2019. 

Ainda segundo a pesquisa, os estados que mais sofreram com a diminuição das vendas foram Sergipe, com 88,9% de queda, Alagoas, com 88,3% e Tocantins, com 80%. “O setor automotivo brasileiro durante o resto desse ano vai sofrer grandes oscilações. É provável que as vendas aumentem no segundo semestre, visto que mais de 59 mil carros comerciais foram comprados em maio”, destaca Sant Clair de Castro Jr.

Porém, isso tudo é apenas o começo, ainda segundo o especialista “a economia brasileira precisa melhorar porque se a moeda permanecer nesse nível, os preços irão aumentar mais ainda, já que a indústria automotiva no país não é tão lucrativa quanto pensam”, finaliza.

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