BA 179 | #LiveDoBalcao: Verejo e Reparação avaliam o mês de agosto de 2021

Do lado do varejo, a manutenção preventiva volta a ser perceptível. Da reparação, a especialização é um diferencial

Na live de número 91, que aconteceu no dia 28 de agosto, participaram Renato Prevelaro Gonçalles de Toledo, supervisor de Vendas da Scario Autopeças, e Giezel Dias da Trindade Júnior, da DTR Garagem, ambos mostraram um cenário otimista para o mercado, falaram sobre mão de obra, falta de peças e garantias. Conduzida pelo editor-chefe do Balcão Automotivo, Silvio Rocha, Toledo contou que está neste mercado há 26 anos, sendo cerca de 17 anos na Scario Autopeças.

Já Júnior, depois de nove anos na ZF como chefe de oficina na parte de teste veicular, abriu a sua própria oficina, em 2019. Antes disso, por cinco anos, ele investiu para essa finalidade, ferramenta por ferramenta. A sua oficina é especializada em transmissão automática e também trabalha com mecânica em geral. Veio a pandemia e a necessidade das adaptações, tanto no varejo como na reparação.

Mesmo assim, os planos foram mantidos na Scario Autopeças. “Nenhum funcionário foi demitido e nós mantivemos o projeto de abertura da terceira loja. Nos sobressaímos com pontos de vendas próximos aos clientes, o que faz com que as entregas sejam mais rápidas”, disse Toledo. As três lojas estão localizadas nos munícipios paulistas de Cajamar (matriz), Santana do Parnaíba e em Franco da Rocha, sendo esta última bem diferenciada.

Nela são vendidos produtos que vão além de autopeças, como itens para pet shop e ferramentas para agricultura, e há também uma lanchonete. “É a primeira loja com esse conceito e a meta é que a mesma padronização seja adotada nas outras”, informou Toledo, acrescentando que uma quarta loja já está prevista. Sobre o balanço do mês, ele contou que o retorno da manutenção preventiva foi perceptível.

“O cliente está procurando a autopeças antes do veículo quebrar, o que gera movimento para as autopeças e para as oficinas. A minha expectativa é que esse fim de ano será bom e todos os vendedores que trabalham comigo estão com esse mesmo sentimento. O mercado está começando a aquecer novamente”.

Um cenário que Júnior colocou como um ponto de atenção. “Muitas oficinas cortaram pela metade o quadro de funcionários. Com esse aquecimento, se não tiver como atender, perderá negócios. Os reparadores têm que tomar cuidado com isso, faltam pouco meses para o final de ano, a contratação agora é importante para suprir a demanda lá na frente. Hoje eu trabalho sozinho, mas no próximo mês, precisarei de alguém para atender a demanda de final de ano”.

Equipe

Questionados sobre mão de obra, Toledo falou da dificuldade em encontrar um profissional de vendas de autopeças. “Não é simples. Nós estamos investindo e treinando quem está conosco. Já conseguimos formar uns dez e, assim, transformálos em bons vendedores. Em todas as lojas temos vendedores que foram formados aqui dentro”.

No caso de Júnior, por ser especializado em transmissão automática, ele destacou que quem atua nesse segmento precisa, principalmente, ter cuidado e organização para uma reparação de transmissão automática. Para o atendimento da demanda, disse ele: “na minha empresa, pelo meu perfil e dos meus clientes, tem que fazer como se estivesse fazendo para si mesmo. É muito difícil encontrar um colaborador que tenha esse perfil, mas se pegar na base, lapidar quem realmente queira aprender, é fácil e ao mesmo tempo trabalhoso”.

Abastecimento

Sobre o abastecimento de peças, Júnior dividiu a resposta em duas partes: a de transmissão automática e a de mecânica em geral. Na primeira, ele colocou: “a maioria das peças tem novas, mas passando do kit básico da troca da transmissão tem que recorrer às empresas especializadas em desmontagem de câmbio para fornecimento de peças avulsas. Temos que ter contatos com empresas que tenham peças desse ramo”.

E na mecânica em geral, uma normalização. “Eu percebi que a dificuldade em encontrar opções está diminuindo. Eu costumo sempre trabalhar com peças de primeira linha, quando não, trabalho com as originais, e têm aumentado bastante as marcas nacionais, há diversas entrando no mercado. Mas ainda há uma certa resistência, por isso, procuramos sempre as originais”.

Na Scario Autopeças o negócio é a variedade. “Nós trabalhamos com várias marcas, temos parcerias com muitos fabricantes e compramos diretamente deles. Está faltando bastante, mas não podemos ficar parados, esperando aquele fabricante não ter a peça. Temos que ter opções, outras marcas de primeira linha, que vão dar o atendimento e o suporte que o cliente precisa”.

Ele destaca que ter 100% de mercadoria é impossível. “O que não pode é na hora de aumentar a demanda não ter a mercadoria. Por isso, conseguimos fazer parceria com várias empresas. Claro que nunca vai existir a autopeças que tem 100% de mercadoria”.

Garantia

Para a agilidade no atendimento ao cliente, em toda as lojas da Scario Autopeças há um departamento de garantia. “Nós temos que ser bem sinceros com os clientes, depois, as peças em garantia são enviadas para a matriz e, posteriormente, para os respectivos fornecedores”, explicou Toledo. Júnior acrescentou que nem sempre o problema é do fornecedor ou do cliente. “Eu tive um caso em que o cliente trocou a pastilha de freio, rodou quase dois mil quilômetros e ela já estava quase no osso. Fui analisá-la e a aplicação estava errada. Não foram tiradas as hastes deslizantes da pinça de freio e não foi feita a lubrificação. Ou seja, as hastes estavam travadas e quando a pinça não retorna a pastilha fica tocando o disco, o que causa um super aquecimento e um desgaste acentuado”, esclareceu.

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