Movimento Mobilidade Sustentável de Baixo Carbono (MSBC) na pauta do setor

A mobilização, que reúne players envolvidos com o segmento automotivo, já tem uma agenda de largada

A fim de explorar a descarbonização automotiva através dos biocombustíveis, o movimento Mobilidade Sustentável de Baixo Carbono (MSBC) é uma iniciativa que reúne a Anfavea, AEA, SAE Brasil, Sindipeças e a UNICA. O seu lançamento oficial se deu em uma coletiva à imprensa, na tarde de 27 de outubro. Quem abriu o encontro foi Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

Foto: Divulgação

“É um movimento que pretende contribuir com as discussões de políticas públicas de mobilidade com uma visão abrangente, responsável e de longo prazo, de forma que o Brasil ofereça um ambiente seguro e de previsibilidade para receber os enormes investimentos que a descarbonização exige, assim como vários países já o fizeram”, disse o executivo.

De acordo com o estudo da Anfavea, “Descarbonização do Setor Automotivo”, apresentado em agosto deste ano, o Brasil precisará investir mais de R$ 150 bilhões até 2035 em tecnologia e infraestrutura para os chamados carros verdes.

“Ele (estudo) é uma contribuição que a nossa entidade oferece para a sociedade e também para ajudar no debate sobre o baixo carbono com todos os setores envolvidos na cadeia automotiva do País. Esse estudo leva em consideração as rotas tecnológicas disponíveis, a rica matriz energética brasileira e os desafios da infraestrutura do nosso País, entre outros aspectos”, afirmou Moraes. O estudo está disponível no site da entidade.

Para Evandro Gussi, presidente da UNICA, maior organização representativa do setor de açúcar e etanol do País, o Brasil tem uma enorme vantagem. “A nossa experiência, seja na produção de energia que efetivamente já move os veículos, ou seja na produção de eletricidade de uma matriz extremamente limpa, é sem dúvida o campo ideal para que a gente possa refletir, entender e ter os efetivos investimentos em pesquisa e desenvolvimento em direção à descarbonização da matriz de transporte do Brasil e do Brasil para o mundo”.

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Besaliel Botelho, presidente da AEA, comentou que o Brasil investiu muito em biocombustíveis e na biomassa. “Nós somos um dos países que mais fez pela descarbonização até hoje, somos uma grande contribuidor nesse processo, se compararmos com o resto do mundo. Temos um papel muito importante e predominante daqui pra frente, por isso, estamos nos unindo em uma plataforma tão importante para buscarmos essa jornada de mais tecnologia e mais investimentos voltados para a descarbonização”.

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Presidente da SAE BRASIL, Mauro Correia, também falou sobre contribuição. “Temos certeza de que vamos poder contribuir bastante e vamos apoiar 100% esse movimento que eu acredito ser um dos grandes marcos nessa década para a indústria da mobilidade e para realmente focar em uma mobilidade de baixo carbono, com uma tecnologia que possa ser desenvolvida no Brasil e o País se tornar cada vez mais um membro relevante na mobilidade mundial”.

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Nas palavras de Gábor Deák, diretor de Tecnologia do Sindipeças, mobilidade sustentável de baixo carbono é uma questão essencial para a indústria de autopeças e o Brasil já está na rota da descarbonização há algum tempo. “Nós introduzimos o etanol na década de 1970 e, hoje, 43% da nossa energia vêm de fontes renováveis como o etanol e o biodiesel, mas também da energia solar, eólica, hidráulica, entre outras”. Ainda de acordo com ele, no quesito mobilidade, “quem vai tomar a decisão de como tudo isso irá funcionar é o consumidor final. É ele quem irá privilegiar uma fonte ou outra”.

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Consultor de mobilidade da UNICA, Ricardo Abreu, falou sobre o que embasou a criação do movimento Mobilidade Sustentável de Baixo Carbono (MSBC) e de que forma ele pode contribuir substancialmente para o Programa Combustível do Futuro, aprovado em abril pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que tem como princípio o uso de fontes alternativas de energia e o fortalecimento do desenvolvimento tecnológico nacional.

Ricardo Abreu  – Foto: Divulgação

“Esse programa nada mais é do que uma combinação dos três grandes programas, Proconve, Rota 2030 e o RenovaBio, além de outros vários ligados à comunicação, etiquetagem, entre outros”, afirmou. Segundo ele, o objetivo do MSBC é colaborar para o Programa Combustível do Futuro e, de imediato, ele apresentou a agenda do MSBC até 2022, conforme o box abaixo.

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