Brasil viverá nova era com o 5G e os benefícios para o varejo são muitos

Com mais investimentos em telecomunicações, toda a sociedade será impactada, incluindo o varejo, como o de autopeças

Em novembro, foi realizado o leilão da tecnologia 5G, a próxima geração de rede de internet móvel, uma evolução das gerações anteriores (3G e 4G). Ela pode ser até 100 vezes mais rápida do que as conexões 4G e terá a chamada baixa latência, um tempo mínimo de resposta, responsável pelo delay ou atraso, que acontece em ligações. Com mais investimentos em telecomunicações, toda a sociedade será impactada, incluindo o varejo.

Ricardo Pinho, diretor da Linx Bridge – Foto: Divulgação

“Para que se tenha a tecnologia 5G, antes precisa ter a fibra ótica. Com os investimentos, haverá um aumento substancial de cobertura de fibra ótica no País, o que levará a uma telecomunicação melhor para alguns desertos digitais que têm no Brasil”, explica Ricardo Pinho, diretor da Linx Bridge, vertical da Linx dedicada a soluções de conectividade e tecnologia fiscal para o varejo.

O varejo poderá ficar mais capilarizado, pois haverá menos áreas de sombra de cobertura de fibra ótica e de 4G, e o 5G vem a reboque com investimentos em telecom em fibra ótica e na própria melhoria de 4G e de sua cobertura. “Uma internet 100 vezes mais rápida e mais estável habilitará uma série de aplicações que o varejo poderá usufruir, como, por exemplo, grandes centros de distribuição, que normalmente estão em áreas um pouco mais afastadas, poderão se beneficiar por terem acessos muito abrangentes de internet”, diz.  

Aplicações

Para exemplificar, Pinho conta que em um centro de distribuição, com sensores em cada uma de suas etapas, o varejista poderá acompanhar em tempo real, de forma online, tudo o que está acontecendo. “É um volume de dados que passa a trafegar pela internet, mais rápida e mais estável, que vai levar essa informação em tempo real, em um curto espaço de tempo, para mais pessoas que eventualmente queiram acompanhar o que se passa no CD”.

De maneira geral, com o 5G é possível ter conexões sistêmicas muito mais rápidas. “Hoje em dia, há limitações de tráfego, você não consegue trafegar vídeos. O 5G permitirá treinamentos online interativos, com muita qualidade”. O que significa dizer treinamentos em outro patamar. Outro ganho com a melhor conectividade é a proximidade da indústria com o varejo.

“Ao colocar sensores no varejo, a indústria pode acompanhar o que está acontecendo em tempo real. Às vezes, os dados até são enviados para ela, mas não com essa dinâmica. Um relatório de consumo de peças, em tempo real, permite que alguém analise-o para tomar uma ação e redirecionar o seu negócio ou para melhorar a performance. O 5G militará a influência da indústria no varejo de uma maneira muito mais real time”.

Experiência do cliente

Com a chamada Internet das Coisas, há inúmeras possibilidades de conexões entre pessoas, entre coisas e entre coisas e pessoas, o que será impulsionado pelo 5G. “No futuro se prevê que a internet seja tão natural como a eletricidade, as coisas estarão o tempo inteiro conectadas”, afirma Pinho, acrescentando que pelo fato de se ter uma internet mais rápida e mais estável, o varejo poderá oferecer uma experiência melhor de compra ao consumidor. O que se traduz em agilizar e tornar as vendas mais efetivas.

Para receber a nova tecnologia, Pinho orienta buscar informação. “Quando falamos em inovações e tecnologia 5G, a palavra inovação ganha uma dimensão gigantesca. O varejista pode se preparar acompanhando as tendências, 70 países já utilizam a tecnologia 5G, conhecendo o que está sendo feito lá fora, pensando nas suas inovações, no que vai fazer para melhorar a jornada do cliente em todos os aspectos, desde na loja física até na virtual, pensando como ele pode fazer para encurtar distâncias”.

Inclusive, com novas parcerias. “O 5G habilita que as cadeias de suprimentos estejam ainda mais próximas. O varejista que mais ousar, inovar, trabalhar a experiência do seu cliente e pensar sempre sem limite o que ele pode oferecer para ele, e trabalhar a cadeia de suprimentos vendo todos os pontos onde ela pode ser encurtada e mais ágil, ele oferecerá uma melhor experiência para o seu cliente final. O varejista que fizer essa lição de casa estará melhor preparado para saber o que irá fazer com essa tecnologia. O que cruzar os braços, a tecnologia chegará e ele não vai saber o que fazer com ela”.

Compartilhe