A saúde mental se torna a riqueza mais preciosa do mundo no século XXI

Neste Janeiro Branco, diversas ações acontecem em várias cidades brasileiras, com o objetivo de construir uma cultura de saúde mental na humanidade

Por: Karin Fuchs

Com a percepção de que já existiam várias campanhas de prevenção sobre os mais diversos temas no País, exceto acerca da Saúde Mental, em 2014, o psicólogo e palestrante mineiro, Leonardo Abrahão, criou a campanha Janeiro Branco. “Nesta 10ª edição, o movimento tem como objetivo construir uma cultura da saúde mental na humanidade, trabalhando pela psicoeducação dos indivíduos e pela criação de políticas públicas dedicadas às necessidades psicossociais da saúde mental”, explica Leonardo.

Psicólogo e palestrante, Leonardo Abrahão

Em pouco tempo, o movimento conquistou a adesão de vários países, entre eles, o Japão, Cabo Verde, Angola, Portugal, Espanha, Colômbia e França.

“Desde que foi criado, este movimento por livre adesão foi ganhando projeção não só no Brasil, mas internacionalmente. A internet ajudou a espalhar a

iniciativa, por causa do seu caráter aberto, horizontal e universal”, afirma.

Campanha

Ao longo deste mês, a campanha Janeiro Branco tem ações em várias cidades do País, entre palestras, panfletagens, caminhadas, entrevistas, rodas de conversa, oficinas terapêuticas e de tira-dúvidas sobre os temas “A Vida pede equilíbrio!”, “bem-estar emocional” e “qualidade emocional de vida”.

Em todos os meses do ano, os interessados podem acessar o blog Janeiro Branco e obter informações relevantes sobre o tema e, ainda, Leonardo também é fundador e presidente do Instituto Janeiro Branco, uma ONG sem fins lucrativos, que está firmando parcerias com empresas para ajudá-las nesta jornada. Para saber mais ou aderir ao movimento, acesse o site oficial da campanha: www.janeirobranco.com.br

Riqueza do século XXI

Nas palavras de Leonardo, a saúde mental é a riqueza do século XXI. “Muitos sofrimentos humanos, com ou sem transtornos mentais, podem ser prevenidos, ou melhor, conduzidos se as pessoas aprenderem estratégias verdadeiramente simples para cuidar da saúde mental. A humanidade sempre priorizou questões objetivas, produtivas e materiais, e nunca priorizou o sentimento. Há uma ignorância muito grande sobre o tema, preconceitos e desconhecimento, mas agora é hora de entender que saúde mental é a riqueza do século XXI; a importância maior deste século”.

Foto: Reprodução

Estatísticas

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com base em dados de 2022, quase um bilhão de pessoas, incluindo 14% dos adolescentes do mundo, vivem com algum transtorno mental, situação agravada pela pandemia da Covid-19 e por antigos tabus, preconceitos e desconhecimentos a respeito dos múltiplos universos da saúde mental.

Segundo Leonardo, “a saúde mental não deve ser tratada como um incêndio a ser apagado, mas sim, como um jardim a ser cuidado. É necessário investir no desenvolvimento de uma cultura de saúde mental. Um programa de saúde mental tem que ser preventivo e cultural, e é isso que o Janeiro Branco vem a ensinar, a instruir e a instrumentalizar”, conclui.

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