IBV Auto: Índice de preços e desvalorização de carros usados

Lançado pelo Banco BV, o índice é mensal e traz dados e conclusões a consumidores de novos e usados, revendedores, fabricantes de veículos e analistas econômicos

Recentemente, o Banco BV lançou o IBV Auto, um índice que acompanha a variação de preços e a desvalorização dos automóveis leves usados, baseado em valores reais de financiamentos, segmento que o banco lidera há 12 anos, e com dados regionais e estaduais. O primeiro IBV Auto, referente ao mês de  agosto, mostra que o índice de preços de automóveis usados teve alta de  0,92% em agosto, qual região impulsionou este crescimento e quais modelos de veículos também impactaram neste resultado (ver box).

 

Sobre a criação do IBV Auto, contou Jamil Ganan, diretor de Negócios de Varejo do banco BV, “olhando para os indicadores disponíveis no mercado e que são, sem dúvidas, balizadores importantes do segmento automotivo, nós observamos que era preciso fornecer ao mercado um indicador que fosse mais fidedigno ao momento da negociação de veículos leves usados. Por isso, desenvolvemos o IBV Auto”, explicou.

Jamil Ganan, diretor de Negócios de Varejo do banco BV – Foto: Divulgação

Segundo ele, o IBV Auto “mede, com precisão e uma base metodológica robusta, a variação de preços no País utilizando dados reais de transações financiadas pelo banco, que lidera este segmento no Brasil. O índice acaba por considerar diferentes tipos de motor, modelos, anos de fabricação e regiões, o que ajuda a compreender melhor as mudanças do setor”, especificou. 

 

O IBV Auto não é restrito a um público, ele é bem amplo. “Mais do que servir a apenas um público-alvo, a ideia do IBV Auto é trazer luz a um assunto que, até aqui, dispõe de pouca informação disponível. Neste sentido, entendemos que o índice traz dados e conclusões úteis a consumidores de novos e usados, revendedores, fabricantes de veículos e analistas econômicos. O índice será divulgado mensalmente para os veículos de imprensa e ficará disponível também no portal de Economia do BV, em bv.com.br/economia/ibv”, afirmou.

 

Na prática

 

O IBV Auto pode ser útil tanto para quem compra, quanto para quem vende um veículo. “A ideia é que o índice traga subsídio à tomada de decisão, por exemplo, de um revendedor que esteja com o estoque cheio – ou vazio – e precise entender melhor a dinâmica dos preços de usados na sua região. Em outro exemplo, o IBV Auto pode auxiliar o consumidor que deseja comprar um carro elétrico a entender melhor qual deve ser a desvalorização do seu carro e até que ponto os menores gastos com combustível e manutenção irão compensar para o seu caso de uso”, esclareceu.

 

Para finalizar, disse ele, “o IBV é um balizador para o setor automotivo como um todo. Nosso principal objetivo é apresentar ao setor e aos seus players um robusto indicador que contribua para a precificação e análise de riscos no financiamento de veículos usados”, concluiu. 

 

 

 

BOX

 

 

Indicadores de agosto

 

– Em agosto, o índice de preços de automóveis usados teve alta de 0,92% sobre o mês anterior. No acumulado em 12 meses até agosto, o indicador subiu 6,0% do preço dos automóveis usados.

 

– A região Sudeste puxou a valorização em agosto. A inflação de veículos usados na região Sudeste foi de 1,2% e, na região Norte, de 1,1%. Rio de Janeiro (1,25%), Bahia (1,21%), Minas Gerais (1,10%) e Amazonas (1,02%) apresentaram as maiores taxas mensais e, no acumulado em 12 meses, o estado do Rio de Janeiro se destaca com elevação de 7,1%.

 

– Modelos que mais impulsionaram o índice: Volkswagen Gol, GM Celta e Ford Fiesta.

 

– Modelos que apresentaram maior queda nos preços: GM Tracker, Fiat Palio e Volkswagen Voyage.

 

– Desvalorização por tipo de motorização: Veículos elétricos de 2022 acumulam desvalorização de 46,6% desde o lançamento até agosto de 2025, pressionados pela queda nos preços dos veículos elétricos novos. Os preços dos híbridos de 2022 caíram 20,1% no período, enquanto os a combustão, na mesma base de comparação, perderam 12,7% em valor.

 

De acordo com Flávio Suchek, diretor Executivo de Varejo do banco BV, “a queda dos elétricos mostra que o mercado de usados ainda está buscando equilíbrio para essa tecnologia, especialmente diante da redução nos preços dos modelos novos. Já os veículos a combustão mantêm uma trajetória mais estável, com menor perda de valor”, afirmou.

Flávio Suchek, diretor Executivo de Varejo do banco BV – Foto: Divulgação

Metodologia e critérios


Utilizando dados reais de transações financiadas pelo banco BV, o índice reflete o valor de mercado dos veículos em todo o País, incorporando critérios rigorosos de amostragem, ajustes por depreciação e agrupamento técnico de modelos, permitindo acompanhar mensalmente a dinâmica dos preços por região.

 

A ponderação é realizada com base no valor total das negociações (volume * preço): quanto maior o preço e mais comercializado for um determinado modelo e ano, maior será o peso do veículo na cesta que compõe o indicador. O índice utiliza o ano de 2019 como base histórica inicial, fixando o indicador nacional em 100, para permitir comparações ao longo do tempo até o mês mais recente de 2025.

 

Nos índices regionais, a base é ajustada de acordo com a diferença média de preços em relação ao mercado nacional naquele ano. Isso garante que a série reflita com precisão a evolução dos preços e as diferenças regionais, oferecendo uma leitura mais apurada do mercado de usados.

 

O IBV Auto também busca medir a evolução das taxas de desvalorização de cestas comparáveis de automóveis híbridos (HEV), elétricos (BEV) e a combustão (ICE) mensalmente. O objetivo principal é permitir a comparação da desvalorização de automóveis com diferentes tipos de propulsão (a combustão, híbridos e elétricos), tomando como base veículos de mesma idade e características gerais comparáveis (preço quando novo, tamanho, categoria, país de origem, entre outros).

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