BA 194 | Indústrias e distribuidores retratam 2022 e planejam o ano de 2023

O ano está terminando e nesta matéria, fabricantes e distribuidores relatam uma prévia do que foi 2022, o que inovaram, e as perspectivas para o próximo ano. Na Dayco, o diretor de Aftermarket, Marcelo Sanches, conta que eles fizeram um planejamento para 2022, prevendo um crescimento tímido com um dígito percentual e o que se viu foi uma demanda muito acima do esperado, ante a repressão da mesma nos dois anos anteriores.

Marcelo Sanches, diretor de Aftermarket LATAM – Dayco

“Nosso planejamento, embora conservador, fora bastante consistente e robusto o que tornou possível a conquista de novos e importantes clientes em nossa base, tanto na marca Dayco quanto na marca Nytron. O ano de 2022, já em seu final, foi absolutamente positivo, com crescimento acima do que esperávamos”, afirma. Neste ano, eles lançaram produtos nos segmentos automotivos das linhas leve e pesada, e também produtos similares para outros tipos de veículos, como triciclos e quadriciclos.

No mês de outubro, foi a vez do anúncio de uma nova fábrica de correias no México que entrará em operação em 2024. “Como valioso suporte às necessidades da Dayco no Brasil e na América Latina, esse projeto é apoiado pelos estudos que temos de aumento de demanda e pela necessidade de melhoria contínua de nosso nível de atendimento aos nossos clientes”, diz.

Para 2023, Marcelo informa que a expectativa é continuarem mantendo a mesma resiliência do mercado como um todo. “A despeito das possíveis alterações de rumo na economia que possam ser implementadas pelo novo governo, continuaremos atentos a essas possíveis variações, sempre revendo e adequando na medida do necessário os nossos planos e estratégias conforme a nova política econômica”. E antecipa que muitos novos produtos e algumas novas linhas serão apresentadas ao mercado no momento oportuno.

CVN Autoparts

Ricardo Cesar de Abreu, gerente Comercial Brasil da CVN Autoparts

Nas palavras do gerente Comercial Brasil da CVN Autoparts, Ricardo Cesar de Abreu, este ano foi marcado pelo retorno presencial e a aproximação novamente com os seus clientes. “Também superamos a falta de mercadoria, tivemos aumento nos custos e as eleições que trouxeram incertezas sobre o futuro próximo, por outro lado, motivando, criando e fortalecendo nossas parcerias e gerando uma maior credibilidade, confiança e segurança entre a Corven e os nossos distribuidores, colaboradores e fornecedores”.

Nos seis primeiros meses do ano, eles aumentaram as linhas de produtos e novas aplicações. “Inclusive, lançamos em novembro a linha de pastilhas de freios Corven. Estamos bem instalados fisicamente e as nossas instalações estão aptas para crescermos até 50%. E mesmo com uma entrega abaixo do ideal, conseguimos crescer neste ano, em média, 12%”.

Para 2023, Ricardo prevê um crescimento de 30%. “Com um governo que, a meu ver, irá mostrar serviço em seus primeiros quatro anos”. E também lançarão novas linhas de produtos e incrementarão a linha de pastilhas Corven, apresentada em novembro. “Ela tem um pequeno portfólio em sua 1ª fase, mas atende 80% da curva ABC da nossa frota”.

Sabó

Marcus Vinicius, diretor de Aftermarket Sabó

Marcus Vinicius, diretor de Aftermarket Sabó, comenta que a empresa tem forte atuação na reposição e novas oportunidades são constantes devido às novas tecnologias, novos modelos, novos segmentos e novos pontos de vendas. “O nosso maior desafio é estruturar um pacote de serviços para atender essa demanda, que vai desde o desenvolvimento de um produto até o service para o cliente final, no caso, os aplicadores”, revela.

Em números, ele diz que praticamente a cada 15 dias a Sabó lança um novo item no mercado. “A inovação é constante, pois temos que acompanhar novas tecnologias que vão surgindo, no nosso caso, voltadas para novas motorizações e transmissões para os segmentos leve, utilitários, moto, pesado e agrícola”. Em um balanço preliminar do ano, Marcus afirma que o resultado é positivo tanto em volume de peças quanto em faturamento.

Para 2023, ele comenta que as expectativas são ótimas, independentemente de situação política. “Nosso melhor indicador é o movimento nas cidades e nas estradas, pois a frota não para de circular”. E antecipa que em 2023 a planta de Mogi Mirim (SP) será ampliada, bem como o novo centro de distribuição em Cajamar (SP). “Além do reforço nas nossas equipes comercial e técnica para melhor atender nossos aplicadores, varejistas e distribuidores”.

Fras-le

Guilherme Adami, diretor de Negócio Linha Leve e América Latina da Fras-le

Mesmo com um cenário incerto por causa da pandemia, a Fras-le registrou ótimos resultados no último trimestre. “Registramos R$ 823,9 milhões de receita líquida consolidada, crescimento de 25% na comparação com o mesmo período de 2021. O resultado foi potencializado pelas altas demandas do mercado de reposição brasileiro e do mercado norte-americano”, explica o diretor de Negócio Linha Leve e América Latina, Guilherme Adami.

No acumulado do ano, a Fras-le registra R$ 2,3 bilhões de receita, avanço de cerca de 22% em relação aos nove primeiros meses de 2021. Em relação às novidades, ela apresentou na Fenatran a Fras-le Smart Composites, uma tecnologia lançada no ano passado e que utiliza materiais inteligentes.

“Desenvolvemos suporte de lanterna traseira para caminhões que é cerca de 55% mais leve do que o componente convencional, em aço. E o suporte de paralamas, desenvolvido para implementos rodoviários, teve o peso reduzido em 65%. Esse portfólio será ampliado”, antecipa.

Outras novidades foram a nova fábrica de amortecedores da Nakata e o avanço na logística integrada com a inauguração recente do Centro de Distribuição em Extrema (MG). “Além do complexo industrial da Nakata, a nova estrutura passou a centralizar a distribuição das marcas Fras-le, Controil e Fremax para as regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, otimizando a experiência de entrega para os clientes”.

Para 2023, Guilherme adianta que a Fras-le investirá no desenvolvimento de smart materials, com a ampliação da linha Fras-le Smart Composites, e no catálogo digital Auto Experts, que reúne o portfólio completo de produtos das empresas Fras-le. “A ferramenta será aperfeiçoada e ganhará novas funcionalidades que aprimorarão a experiência dos nossos clientes”, explica.

BorgWarner

Wilson Lentini, diretor Geral da BorgWarner Emissions, Thermal and Turbo Systems no Brasil

Wilson Lentini, diretor Geral da BorgWarner Emissions, Thermal and Turbo Systems no Brasil, conta que neste ano no mercado de reposição a empresa introduziu 367 novos códigos de produto na linha de direção e suspensão. Para 2023, a meta da empresa é cobrir 80% dos modelos premium de 0 a 12 anos, o que equivale a 7 milhões de veículos. “Também há a expectativa de lançar pelo menos 381 novos códigos. Esse volume compreende 35 novos códigos de injetores PFI, 60 novos códigos de sensores, 25 novos códigos para atender a linha diesel e 250 novos códigos para as linhas de direção e suspensão”.

Além disso, em 2023 serão disponibilizadas 11 novas aplicações de turbos para leves e pesados, entre elas as linhas de carros de passeio turbo flex originais BorgWarner produzidas no Brasil. “É importante dizer que todos os turbos BorgWarner utilizam as tecnologias mais avançadas disponíveis hoje no mundo, proporcionando melhor desempenho e consumo para os veículos, mesmo para as aplicações mais antigas”, ressalta.

Em números, no acumulado deste ano até setembro, Wilson pontua que a produção aqui no País cresceu 13,4% comparado com 2021. “Corresponsável por esse número é a produção de motores de partida e alternadores com aumento de 100% para mercado de originais e 22% para o mercado de reposição nacional; o aumento de 20% da produção de turbos para exportação OEM, 16,5% para OEM nacional e 15% de crescimento da produção de turbos para o mercado de reposição brasileiro”.

Outras novidades para 2023 são a integração dos produtos da marca Delphi com o catálogo Fraga e a ampliação do portfólio para linhas de Injeção Direta, Elétricos e Scanners para o mercado de reposição. “Em relação à indústria, a nossa expectativa é de um cenário estável, comparado a 2022. Entendemos que há muitas questões locais e globais a se resolverem, mas localmente no setor enxergamos oportunidades, incluindo as geradas pelas regulamentações, – como o Euro 6, Proconve L8”.

ZM

Poliana Zimermann, coordenadora de Marketing da ZM

Neste ano, a ZM continuou complementando o seu portfólio, tanto na linha elétrica como na mecânica, além de novos lançamentos. “Também desenvolvemos dentro da linha suspensão e direção, produtos para os pesados, já que estávamos patrocinando o piloto Raphael Abbate na Copa Truck. Nossos produtos foram usados durante todas as etapas do campeonato provando nossa durabilidade, qualidade, resistência e segurança, mesmo em uso severo”, comenta a coordenadora de Marketing, Poliana Zimermann.

A ZM está investindo na ampliação do seu parque fabril, atualmente com 56 mil m2 para 70mil m2 , e novas linhas de produtos serão lançadas em 2023, também para as linhas elétrica e mecânica. Sobre os resultados deste ano, ela diz que “apesar de toda a instabilidade política e econômica do País, ainda tivemos um crescimento de 20%, cumprindo nossa expectativa e estimativa do início de 2022”.

Ela também comemora. “Mais uma vez, recebemos o prêmio de 1° lugar, como empresa mais rentável do estado de Santa Catarina e de 5° lugar da região Sul do País, promovido pela Revista do Amanhã. Esse reconhecimento nos traz muito orgulho e satisfação, consolidando ainda mais o nome ZM no mercado”.

Sobre as previsões para 2023, Poliana argumenta: “assim como sempre acontece todas as vezes que um novo gestor é escolhido para o nosso País, nós seguiremos em frente, nos adaptaremos ao que for necessário e esperamos continuar nosso planejamento”. Além de novas linhas de produtos, ela diz que estão trabalhando bastante conteúdo em suas redes sociais. “O nosso objetivo é manter esse relacionamento tão importante para a nossa marca. E que venha 2023, já estamos esperando!”.

Cobreq/TMD

Daniel Fabbris, gerente de Vendas e Marketing TMD Friction do Brasil

No balanço deste ano, Daniel Fabbris, gerente de Vendas e Marketing TMD Friction do Brasil, revela que o desafio foi manterem os mesmos níveis de serviços oferecidos aos clientes com as dificuldades que o mercado apresentou nas importações e falta de matéria-prima. “A inflação dos custos também foi outro desafio que precisamos gerir”, ressalta.

Por outro lado, ele diz que as oportunidades foram imensas. “Participamos efetivamente junto aos nossos clientes, com o aumento de vendas e visitas no varejo e oficinas. Treinamento foi outro ponto diferencial que a TMD soube aproveitar como oportunidade, levando informação e atualização, além de retornarmos também nossa participação nas feiras presenciais, retomando o contato e o relacionamento pessoal com o nosso público consumidor”.

Na linha pesada, a TMD lançou um novo tipo de lona de freio e complementou o portfólio. Na de motos, o lançamento foi de uma nova família de produtos para atenderem todos os sistemas de freio das motocicletas, tendo um total de mais oito famílias de produtos na reposição. “Neste ano, a TMD está crescendo acima da média do mercado, ganhando market share, melhorando a sua participação em vários Estados, e com o crescimento de volume por causa da taxa de troca dos veículos seminovos”.

Para 2023, a TMD está otimista, seguindo seu planejamento para os próximos nove anos. “Para 2023, acreditamos em um ano positivo, seguindo a tendência do mercado com aumento da manutenção da frota atual no Brasil. A TMD terá muitas novidades para 2023”.

NGK

Célio Takata, diretor da NGK

Na NGK, foram observadas boas oportunidades no mercado aftermarket doméstico, aumentando a competitividade e as negociações no setor. “Devido às adversidades vivenciadas pelas montadoras ao longo de 2022 e às recentes instabilidades políticas e econômicas sobre os países da América do Sul, pelos quais nós somos responsáveis”, explica o diretor, Célio Takata. O desafio, segundo ele, foi adequar os processos produtivos da NGK às necessidades do segmento de mercado de reposição de peças automotivas.

Seguindo as demandas e oportunidades do segmento, a NGK tem aumentado a sua linha de produtos e cobertura. “Neste ano, anunciamos a expansão de nossa produção e lançamentos de velas, bobinas e sensores de oxigênio que entraram para o portfólio da companhia no segundo semestre de 2022. Nós estamos ampliando constantemente a nossa linha de produtos e, desse modo, podemos oferecer para distribuidores, autopeças e oficinas mecânicas soluções de alta tecnologia por um custo que ajude a fomentar o mercado”.

Em termos de resultados, ele comenta que “apesar das dificuldades que o mercado de montadoras vem enfrentando, em particular o da Argentina, vamos registrar resultados positivos neste ano, uma vez que os números estão sendo compensados pelo nosso bom desempenho nos demais países da América do Sul, e também pelo resultado no mercado de aftermarket”.

Sobre as expectativas para 2023, diz Célio, “esperamos que a situação das montadoras e do mercado de exportação se estabilize para que aconteça uma melhor performance do segmento. Pretendemos manter nossa crescente ampliação do portfólio de produtos e expandir nossa atuação no mercado, com lançamentos previstos para o primeiro semestre”.

EATON

Gustavo Orrú, diretor do Aftermarket da Eaton

Nas palavras de Gustavo Orrú, diretor do Aftermarket da Eaton, mesmo diante de tantos novos desafios, 2022 se demonstrou um ano de consolidação no mercado de reposição. “Tivemos uma sensível melhora em alguns aspectos logísticos, na cadeia de fornecimento, e também em índices inflacionários, se compararmos a 2021, apesar de que ainda há grandes oportunidades de melhorias em todos esses aspectos”.

Por outro lado, ele coloca que mesmo diante deste cenário, o nível de confiança do consumidor brasileiro em alguns fatores econômicos nos segmentos em que eles atuam, favoreceram a produção local, o que gerou grandes oportunidades de investimentos aqui no Brasil e exemplifica.

“No segmento de válvulas de motores, habilitamos uma nova linha de produção local que elevou a nossa capacidade e melhorou significantemente os volumes destinados ao mercado de reposição, acelerando nosso ganho de mercado neste segmento. Também destacamos grandes oportunidades de atuação em novos segmentos, como os setores de refrigeração, com a oferta de nossa exclusiva embreagem centrífuga. No digital, lançamos nossa plataforma +Eaton, o mais novo canal de comunicação com os nossos mercados”.

No balanço do ano, diz ele, “podemos dizer que em 2022 fecharemos com um crescimento acima dos dois dígitos”. E para 2023, a Eaton está trabalhando em mais 12 projetos de novos produtos que incrementarão em média mais 150 novos itens em seu portfólio atual. “Acreditamos que o mercado de reposição continuará forte e crescente, mesmo diante de instabilidades que porventura possam surgir no ambiente econômico”, prevê.

SK Mobility

Flavio Portela, diretor de Vendas e Comunicação da SK Mobility

Para Flavio Portela, diretor de Vendas e de Comunicação da SK Mobility, a oportunidade neste ano foi o mercado de reposição em forte recuperação. “Com a frota nacional ganhando mais tempo nas mãos dos condutores e aumentando a necessidade de manutenção dos veículos. E também, as empresas se modernizaram e aceleraram na digitalização de suas operações”.

Ele acrescenta que o envelhecimento da frota está exigindo maior agilidade dos fabricantes em mudar seu foco do equipamento original e olhar para as oportunidades na reposição. “Em 2023 não será diferente com o valor médio de um automóvel 0Km na faixa de R$ 136.000,00”, presume.

Hoje, a SK Mobility tem 63 filiais, “em breve, chegaremos em 100 unidades, entendendo que a presença faz toda a diferença. Neste ano, nós conseguimos avançar com base no crescimento da reposição automotiva nacional, mas estamos preocupados com o próximo ano, pois a fragilidade econômica nos faz dar passos mais pensados e estratégicos. Não será um ano fácil para o Brasil”.

E eles não param de se reinventar. “A SK Mobility é uma empresa que se reinventa a cada ano. Para 2023, nós já temos muitas novidades para o nosso mercado. Em breve, grandes eventos no Brasil irão apresentar nossas inovações, que serão uma nova referência nacional para o mercado”.

Isapa

Roland Setton, diretor da Isapa

Na avaliação de Roland Setton, diretor da Isapa, neste ano, o mercado de reposição se mostrou bastante ativo, com as empresas que fazem vendas digitais tendo um crescimento acima dos varejistas convencionais. “Essa tendência vai gerar as principais oportunidades de crescimento, e um dos principais desafios neste ano foi mantermos a disponibilidade de peças em um bom nível, pelos problemas na cadeia de suprimentos dos países asiáticos”.

Constantemente ampliando o portfólio, Roland especifica que neste ano foram mais de 700 novos itens lançados, além de 4 novas linhas: bandeja de vácuo, tampas, parafuso de cabeçote e tampas de válvula. “Fisicamente, ampliamos a nossa cobertura de filiais, inaugurando uma unidade no estado da Paraíba, atendendo, assim, toda a região Nordeste. Digitalmente, aprimoramos a nossa plataforma B2B, que vem nos gerando grandes resultados”. Em números, até então, ele conta que a Isapa teve um crescimento 30% superior a 2021.

E, em 2023, a Isapa comemorará 25 anos. “É uma data muito importante e faremos diversas ações, campanhas e promoções voltadas a todos que construíram essa história conosco, os nossos clientes!”. E ele acredita no contínuo crescimento do mercado no próximo ano. “Pelo envelhecimento e crescimento da frota, apesar das modestas projeções econômicas, acreditamos em um ano positivo para a Isapa”.

Cobra Rolamentos

Gilmar Catirica, gerente de Vendas Nacional de Autopeças da Cobra Rolamentos

Gilmar Catirica, gerente de Vendas Nacional de Autopeças da Cobra Rolamentos, diz que a grande oportunidade neste ano foi a proximidade com os clientes. “Foi rever os clientes olho no olho. Esse diferencial nos deixa próximos de efetivar ações de parceria com resultados favoráveis a todos”.

Eles também promoveram melhorias no atendimento RETIRA em suas filais. “Pedido feito, 15 minutos pronto para o cliente”, sintetiza, ampliaram e qualificaram o portfólio, e inauguraram três novas filiais, somando hoje 31 no País. “Fecharemos o ano com crescimento de dois dígitos”, antecipa.

Como desafio, ele informa que ainda permanecem algumas dificuldades com faltas de mercadorias, porém, em menor percentual do que antes. “E isso, nas vendas realizadas por outros Estados, não só para São Paulo. Este fato também afeta e muito a competitividade de nossos clientes, que compram apenas no Estado onde se encontram”, explica.

Catirica também comenta que o envelhecimento da frota é permanente e que as vendas para veículos usados são o caminho para qualquer distribuidor. “A frota mais velha e quilometragem maior no uso dos veículos refletem em manutenções cada dia mais necessárias. O que também notamos é o crescimento de vendas para veículos novos que estão saindo da garantia e até alguns distribuidores vendendo peças para concessionárias”.

Para 2023, diz ele, “trabalhamos focados em nossas ações, acreditando que os governantes devem realizar as mudanças e melhorias que sabemos que são necessárias, entre elas, a reforma tributária. Estaremos cada vez mais perto do cliente e vamos continuar ampliando e revisando o portfólio, isso é constante, diário”.

Bezerra Oliveira

Marcos Bezerra, diretor Comercial da Bezerra Oliveira

Marcos Bezerra, diretor Comercial da Bezerra Oliveira, orgulha-se em dizer que neste ano, eles ajudaram novos clientes a abrirem as suas lojas de autopeças, pelo Programa Mais Varejo. “Nós tivemos a felicidade de abrir mais 15 pontos de varejo, contribuindo com a realização do sonho deles, apostando no crescimento deste mercado. Tirando todas as dificuldades, nós temos que lutar contra elas e apoiar as pessoas que sonham em entrar no nosso segmento”. Ao todo, o Programa Mais Varejo já ajudou na abertura de 430 lojas.

Outra realização da Bezerra Oliveira foi a abertura de uma filial em Aracaju (SE). Hoje, eles têm 14 filiais, e Marcos diz que o maior desafio neste ano foi superar a crise da Covid, o que significou para eles uma reorganização da empresa. “Isso foi necessário para trazer o ânimo de volta para os nossos clientes e para os nossos funcionários. E por ter sido um ano de eleições, estamos finalizando-o com muitas incertezas. Eu tenho comigo a incerteza e a esperança. A incerteza mina as forças e a esperança faz com que eu continue querendo inovar para ajudar o setor”.

Ele conta também que eles cresceram em torno de 14,5% neste ano, mas ele não acha que 2023 trará grandes resultados. “Eu tenho a esperança de a gente continuar fazendo o nosso trabalho e obtendo resultados pelo que fazemos. Mas, eu não creio que o mercado continuará crescendo como vinha. Acredito que alguns investimentos das fábricas serão postergados por uns quatro anos. Eu detesto ser pessimista, mas a minha visão não é de otimismo”.

Medauto

Alex Leal, diretor da Medauto

Na visão de Alex Leal, diretor da Medauto, 2022 foi um ano bastante atípico. “Nós tivemos o retorno do mercado de trabalho em um cenário em que a crise sanitária da Covid começou a se estabilizar, tivemos eleições presidenciais e agora, Copa do Mundo. Também passamos por um período crítico de desabastecimento e a ausência de suprimentos, mas que felizmente o segmento automotivo conseguiu contornar bravamente por estarmos categorizados como serviços essenciais”.

Ele comenta que foi preciso investir em ferramentas tecnologias para tentarem automatizar os seus processos internos, bem como investir em liderança e manter a equipe sólida para entregarem sempre o melhor ao mercado. “Neste ano, demos início às novas ferramentas de digitalização da Medauto. O projeto está em desenvolvimento e deverá sair do papel em 2023. Em termos de portfólio, mantemos nossas diretrizes em ser referência no segmento diesel dentro de nossa região de atuação, com foco em melhorar cada dia a competividade e oferta do estoque”.

Ele informa que mesmo com alguns dias para o fechamento do ano de 2022, a Medauto obteve resultados positivos. “E estamos otimistas para o início do ano de 2023. Porém, o maior desafio continua sendo o cenário político que enfrentamos a partir de 2023. E não só para 2023, mas para os próximos anos, o nosso desafio é tornar o que ainda é analógico em digital, modernizar nossos canais de venda, otimizar custos logísticos, conquistar novos parceiros e aproximar nossos clientes”.

Segundo ele, um grande desafio do nosso segmento é a presença do regime fiscal de ICMS da Substituição Tributária. “O que torna a competição comercial com Espírito Santo, por exemplo, bastante nociva. Estamos otimistas com as promessas do próximo governo do Estado de São Paulo, que se acabar com esse empecilho fiscal, conseguiremos nos tornar mais competitivos”.

Jahu Borrachas e Autopeças

Alcides Acerbi Neto, diretor da Jahu Borrachas e Autopeças

Diretor da Jahu Borrachas e Autopeças, Alcides Acerbi Neto, pontua que a principal oportunidade neste ano foi a recomposição dos estoques. “Melhoramos muito a oferta de produtos”, ressalta. Já os desafios para ele são os mesmos: oferecer o produto certo, na hora certa e com preço competitivo.

Ele conta também que o envelhecimento da frota contribui com o aumento da demanda por manutenção. “Isso aconteceu neste ano e acredito que este efeito se repetirá em 2023, mas a venda dos veículos novos deve retornar para que a frota permaneça crescendo”.

Entre as novidades da Jahu neste ano, destaque para o complemento das linhas de produtos existentes e o aumento de portfólio (linha de bomba d’água URBA, ferramentas, etc..) e a inauguração da filial de Goiânia (GO). “Os resultados deste ano têm sido positivos e dentro de nossas expectativas. Devemos fechar 2022 com um crescimento acima dos dois dígitos, graças ao empenho de toda a equipe Jahu”.

Para 2023, as suas expectativas são conservadoras. “Já passamos por muitos outros governos e sempre nos adaptamos”. Já as novidades, antecipa ele, “serão por conta da nossa expansão física e investimento em tecnologia, mas os detalhes, vamos deixar para 2023!”.

DPK

Armando Diniz Filho, diretor de Negócios da DPK

Armando Diniz Filho, diretor de Negócios da DPK, diz que o ano de 2022 exigiu muito em todos os segmentos. “Não foi possível fazer e acertar um plano de desenvolvimento, pois houve uma crise de desabastecimento nas fábricas pela falta de partes para a produção de produtos, além da dependência de insumos e chips que vinham da Ásia, o que prejudicou a produção nacional e a importação. O ano foi de muitos desafios e também de grandes aprendizados. Podemos dizer que o nosso crescimento está acima da inflação”. Em termos de inovação, ele conta que a DPK tem uma plataforma eficiente que capta as necessidades do mercado, possibilitando-os manter um portfólio atualizado. “Além disso, estamos atualizando tecnicamente nossos serviços de logística e adequação de nossos armazéns. Em 2023, daremos continuidade à melhoria da digitalização e temos novos projetos de inovação, como produtos financeiros, e a fidelização dos nossos clientes”.

Em sua opinião, se realmente acontecerem reformas no País, como a tributária e a administrativa, e investimento em financiamentos de projetos no desenvolvimento do setor industrial e agrícola, o que também irá abrir novos empregos, “com certeza o nosso País voltará aos trilhos de crescimento”.

Grupo Auto Norte

Allan Diego Porto Ferreira, gerente Comercial Primaparts – Grupo Auto Norte

Gerente Comercial Primaparts – Grupo Auto Norte, Allan Diego Porto Ferreira, coloca os pontos favoráveis e os desafios deste ano. “Nós temos uma grande oportunidade até que retome o segmento de zero km e também as vendas online com crescimento bastante significativo em autopeças. Os desafios são aumentos de preços mais constantes e manter o nosso controle de estoque com as entregas de nossos fornecedores para termos uma oferta compatível com nossa demanda”.

Ele acrescenta que o crescimento de vendas dos veículos usados com mais de 10 anos impacta diretamente no mercado de reposição de peças e crê que isso se manterá em 2023, “pois os veículos que estão nessa frota representam mais de 30% nas vendas de usados”.

Neste ano, ele conta que o Grupo Auto Norte teve um aumento de portfólio em média de 280 itens lançados por mês, além de expandirem na região Sudeste com as filiais de São Paulo e Espírito Santo. “Para este ano, nós estimamos um crescimento de 35%”, pontua. Para 2023, ele antecipa o lançamento da marca Primaparts, “com fornecedores de altíssima qualidade, levando segurança e melhor custo benefício para nossos clientes”, especifica.

E ainda, “nós estamos otimistas com o nosso segmento, que vem em forte demanda, buscando estar cada vez mais perto de nossos clientes com expansão física, aumento de portfólio e tecnologia como a nossa ferramenta de vendas online”, finaliza.

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