Em 2023, foram 2.309.000 unidades emplacadas, 9,7% acima de 2022. A entidade também prevê que, em pouco tempo, o mercado pode voltar a vender 3.000.000 de unidades ao ano
Incluindo todas as categorias, pelo balanço da Anfavea, foram 2.309.000 unidades emplacadas em 2023, 9,7% acima de 2022. O resultado poderia ter sido melhor se não tivesse uma queda de 14,7% no volume de emplacamentos de caminhões. Para Márcio de Lima Leite, presidente da entidade, o setor pode voltar à marca de 3.000.000 de veículos emplacados ao ano. “O Brasil tem tudo para que nos próximos anos, talvez daqui a três ou quatro, volte a ter um mercado na casa de 3.000.000 de unidades. Este é um cenário bastante concreto, nós estamos tendo crescimento e a redução da taxa de juros deve acentuar ainda mais esse crescimento”, afirmou.


A Anfavea também prevê que aumentará a participação de automóveis e comerciais leves eletrificados no volume de emplacamentos. Em 2023, foram 93.900 unidades (74.600 híbridos e 19.300 elétricos), resultado 91% acima de 2022, com uma participação de 4,4% no total de emplacamentos. “Esse crescimento tem uma lógica do que acontece, inclusive, nos Estados Unidos onde a participação no volume de emplacamentos não é mais do que isso. Apesar da nossa transição tecnológica se dar mais em função dos biocombustíveis e das alternativas de descarbonização, o processo de eletrificação no Brasil vem ocorrendo com uma certa velocidade”, disse Leite.

Para este ano, a projeção da Anfavea é de um crescimento de 51% no número de unidades emplacadas, chegando a 142 mil unidades e uma participação de 6,2% no volume total. “Eu aposto que será maior do que 142.000 unidades, mesmo com a recomposição parcial da alíquota de importação. Ainda é um mercado que desperta interesse do consumidor e, principalmente, por ser novo, esse mercado pode ser um pouco maior do que o previsto. Existem outros players que também pretendem lançar produtos no mercado brasileiro, o que pode mudar esse cenário, aumentando o número da eletrificação no Brasil”, comentou o presidente da entidade.
Produção

Em 2023, foram produzidas 2.325.000 unidades, com um crescimento tímido para veículos leves, de 1,3%, e queda de 37% no volume de produção de pesados. Com isso, em relação ao ano anterior, a variação negativa foi de 1,9%, em função dos caminhões. As unidades vendidas no primeiro semestre foram praticamente com a tecnologia anterior à P8 e que estavam em estoque. “Caminhões passaram por um dos momentos mais difíceis da história recente pela mudança de tecnologia. O mercado, apesar de ter vendido no primeiro semestre, praticamente consumiu veículos que estavam em estoque”, afirmou Leite.
Exportação e importação

No ano passado, o Brasil exportou 404.000 unidades e pela primeira vez na história, o México ultrapassou a Argentina e se tornou o principal destino das exportações do Brasil. Para cada três veículos exportados, um foi para o México. Em 2023, as exportações para este país crescerem 51%.
Já as importações totalizaram 351.989 unidades, alta de 29% em relação a 2022. A Argentina teve uma participação de 63% do total e com um crescimento de 11% quando comparado a 2022. O segundo país que mais exportou para o Brasil foi a China, com uma participação de 12% e alta de 431% em relação a 2022. O terceiro lugar ficou para o México, com 9% de participação e alta de 83% em número de unidades.
Previsão para este ano

A Anfavea manteve as projeções de um crescimento de 6,1% no volume de emplacamentos neste ano, de 2.450.000 unidades, sendo, 2.304.000 veículos leves, 5,7% acima do ano passado, e para pesados, a alta prevista é de 13,6%, com 146.000 unidades. “Não será surpresa se crescer mais do que 6%, nós acreditamos que esse aumento possa ocorrer.
Eu faço votos para que a projeção da Anfavea esteja errada. A Fenabrave apresentou um número maior e são eles quem conhecem de concessionária, de revenda. Faço votos para que a projeção de crescimento que as concessionárias estão trabalhando possa refletir nos nossos emplacamentos. Com isso, vamos ter um ano ainda melhor”, afirmou. A Fenabrave prevê crescimento de 13,5% no volume de emplacamentos, incluindo motocicletas.

Quanto à produção, a estimativa é de 2.470.000 unidades para este ano, 6,2% acima de 2023. Para veículos leves a previsão é de 2.310.000 unidades, alta de 4,8%, e para pesado, um crescimento de 32,1% ou 160.000 unidades.