Por Renato Matias Vieira Lass
O setor automotivo passou por grandes transformações nos últimos anos, tanto em termos de avanços tecnológicos quanto na busca por melhores práticas de gestão. Duas importantes mudanças ocorreram em diferentes áreas da indústria: o movimento de homologação de sistemas de gestão pelas montadoras de veículos em suas redes de concessionárias nas décadas de 1990 e 2000; e uma tendência atual de homologação de sistemas de gestão por fabricantes de autopeças e pneus em suas redes de varejistas e reparadores no Aftermarket Automotivo.
O primeiro movimento de homologação de sistemas liderado pelas montadoras ocorreu a partir do momento em que elas perceberam a importância de padronizar os processos de gestão e o atendimento em suas redes de concessionárias, o que permite um maior controle sobre a qualidade dos serviços prestados, aprimora a experiência do cliente e garante a consistência da marca em todas as unidades.
Já o segundo movimento está ocorrendo neste momento no Aftermarket Automotivo, por meio de fabricantes de autopeças e pneus que possuem redes de reparadores e varejistas associados. Com o avanço da transformação digital, apenas a padronização de processos e capacitação técnica já não são suficientes para fundamentar as mudanças almejadas pelas grandes redes nos estabelecimentos que levam a sua bandeira, assim os sistemas de gestão passam a ser um desses fundamentos, pois permitem que os dados de cada estabelecimento sejam coletados, processados e analisados de maneira ágil e eficaz. Isso permite identificar tendências de consumo, personalizar ofertas, otimizar a logística e aprimorar a comunicação com o cliente.
Além disso, a padronização de sistemas de gestão facilita a colaboração entre os diferentes elos da cadeia de suprimentos do Aftermarket Automotivo. Ao adotar sistemas compatíveis, os fabricantes de autopeças e pneus podem alavancar suas parcerias com varejistas e reparadores, compartilhando informações e conhecimentos que impulsionam a inovação e o desenvolvimento de soluções mais eficientes. No entanto, é importante ressaltar que, independentemente de padrões definidos, os reparadores e varejistas, que fazem parte de redes, não devem limitar a sua criatividade e diferenciação, pois cada estabelecimento possui suas particularidades e estratégias próprias. Essas singularidades devem ser valorizadas e compatibilizadas com os padrões e requisitos definidos na rede.
Já no caso de reparadores e varejistas independentes, é importante estar atento a esses movimentos das redes, buscando estar atualizado tecnologicamente para se manter competitivo. A partir desses movimentos de digitalização massivos das redes, a régua do consumidor deve subir ainda mais, pois cada vez mais ele terá contato com novas experiências, com as quais se acostumará rapidamente e, então, passará a exigir dos estabelecimentos nos quais é atendido. No final, o consumidor ganha por ser atendido de forma mais ágil e conveniente, mas o Aftermarket Automotivo como um todo também ganha por meio da inovação que impulsiona melhorias em gestão que geram crescimento sustentável. Tendências
*Renato Matias Vieira Lass é diretor da vertical de Aftermarket Automotivo da Linx, empresa da plataforma de software Stone Co, especialista em tecnologia para o varejo e líder no mercado de software de gestão, com 45,6% de market share do mercado varejista, conforme atesta o IDC. Toda a expertise da Linx é focada em um varejo de — e para — pessoas, conectando o indivíduo à facilidade, inteligência e experiência desejada do mundo online ao offline
