Fenabrave prevê crescimento de 11,1% para o setor, impulsionado pelas motos

Até o mês de setembro, o volume de emplacamentos de motocicletas foi 19,69% superior ao mesmo período de 2022, o de automóveis 8,26% e comerciais leves, alta de 16,95%

Por Karin Fuchs

No acumulado do ano até setembro, a Fenabrave registrou 2.971.324 unidades emplacadas, um crescimento de 12,5% sobre o mesmo período de 2022, em quase todos os segmentos, excluindo caminhões. Até o final do ano, a entidade projeta um crescimento de 11,1% ante os 3,3% previstos, impulsionado principalmente pelo segmento de motocicletas (ver box).

Até setembro foram 1.180.618 de motocicletas emplacadas, resultado 19,68% superior ao mesmo período de 2022. Na mesma base comparativa, automóveis tiveram uma expansão de 8,26%, somando 1.209.293 unidades, e comerciais leves, com 325.190 unidades, cresceram 16,95%. Também até setembro foram 57.522 unidades emplacadas de automóveis e comerciais leves eletrificados, 23,3% acima do acumulado de 2022. Deste total, 86,6% foi a participação dos híbridos.

Na contramão, caminhões tiveram uma retração de 17,53%, com 75.870 unidades emplacadas, ainda impactados pela introdução do EURO 6, enquanto ônibus tiveram uma expansão de 23,70% ou 18.874 unidades, implementos rodoviários alta de 4,84%, com 65.740 unidades e outros segmentos somaram 95.766 unidades emplacadas no período.

Balanço mensal

Com menos três dias úteis em relação a agosto, somando todos os segmentos foram 351.301 unidades comercializadas, queda de 5,44% em relação ao mês anterior e alta de 4,77% considerando setembro de 2022. Por segmento, automóveis tiveram uma queda de 5,08% comparando setembro com agosto e alta de 1,71% em relação a setembro do ano passado. Comerciais leves retraíram 3,80% entre setembro e agosto, com um total de 41.751 unidades, e um crescimento de 12,21% quando comparado a setembro de 2022.

O segmento de motocicletas cresceu 9,27% quando comparados os meses de setembro deste ano com o do ano passado e uma queda de 3,80% em relação ao mês anterior, com 135.130 unidades. Comparando ambos os períodos, caminhões retraíram 23,84% e 5,83%, com 8.445 unidades. Ônibus também teve retração em ambos os períodos, de 5,52% em relação a agosto e 26,34% quando comparado a setembro de 2022, fechando o mês com 1.795 unidades.

Segundo Andreta Jr., presidente da Fenabrave, “apesar da queda em setembro, justificada pelo número menor de dias úteis, de maneira geral, o mercado demonstrou recuperação nas vendas diárias em relação a agosto. No entanto, os desafios do setor automotivo permanecem, com o crédito restrito e a diminuição do poder de compra da população ainda dificultando o acesso das pessoas a veículos novos”.

Média diária de emplacamentos

Ainda que com menos dias úteis, a média de emplacamentos diários de automóveis e comerciais leves foi de 9.372 unidades em setembro, acima das 8.560 unidades diárias médias em agosto. Na análise de Andreta Jr. “isso mostra que o mercado está se reerguendo, em boa parte graças às vendas corporativas, mas ainda num ritmo abaixo do esperado para a escala necessária, principalmente, no varejo”.

Além disso, os resultados também foram superiores à média mensal do ano, conforme comentou o presidente da Fenabrave. “Especialmente, sobre os emplacamentos do 1º semestre de 2023, lembrando que os meses de julho e agosto foram bastante influenciados pela MP 1.175, que incentivou a aquisição de veículos sustentáveis no País”.

BOX

 

Previsão para o término de 2023

Segmento Projeção inicial Projeção atual
Setor Alta de 3,3% Alta de 11,1%
Automóveis e comerciais leves zero crescimento Alta de 7,3%
Caminhões Zero crescimento Queda entre 20% e 23%
Ônibus Alta de 5% Alta de 18,2%
Motos Alta de 9% Alta de 20%
Implementos rodoviários Queda de 6% Queda de 10%
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