BA|209 Então é março e o que você fez?

por: Valtermário Rodrigues*

Então é Natal, e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez…”, refrão da canção “Então é Natal”, interpretada pela cantora Simone, composição de John Lennon e Yoko Ono.

Nessa linha de pensamento, cabe a pergunta:

 “Um, dois, três…“Então é março, e o que você fez”? O trimestre termina e nasce outra vez…”.

O nome “março” surgiu na Roma Antiga, quando era o primeiro mês do ano e chamava-se Martius, de Marte, o Deus Romano da Guerra. Em Roma, onde o clima é mediterrânico, março é o primeiro mês da primavera, um evento lógico para se iniciar um novo ano.

O mês de março é conhecido pela cor Azul-Marinho em conscientização ao câncer colorretal, o terceiro tipo mais comum no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA.

No mês de março importantes datas são comemoradas:

  1. Em 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, data marcada como expressão de uma série de lutas e conquistas de direitos, sobretudo os trabalhistas;
  2. No dia 15 de março é comemorado o Dia do Consumidor em nosso País e em todas as partes do mundo. A data surgiu quando o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, fez um discurso salientando os direitos dos consumidores. O primeiro passo para o Dia do Consumidor, no Brasil, foi dado com a Lei Delegada nº 4, de 1962. Em 11 de março de 1991, o então presidente da República, Fernando Collor, sancionou a da Lei nº 8.078, instituindo no País o Código de Defesa do Consumidor;
  3. No dia 22 de março é celebrado o Dia Mundial da Água, recurso natural e vital para a sobrevivência dos seres humanos e dos animais e fator essencial para produção de vários bens de consumo e intermediário.

Abro um parêntese para parabenizar as mulheres: parabéns às mulheres que atuam na Revista Balcão Automotivo; às colegas de trabalho da BR AUTOPARTS, em Salvador; às colegas de mesma função (analistas administrativas da BR AUTOPARTS) em nível Brasil; às mulheres que atuam no mercado automotivo; às minhas fieis leitoras, declaradas e anônimas; parabéns à minha mãe, Dona Zezé, à minha sogra, dona Maria, e às mulheres de nossas famílias, e um parabéns especial à minha querida, companheira e amada esposa Mary.

Já passou o Natal, passaram o novo ano e os meses de janeiro e fevereiro. Chegamos ao mês de março e como diz uma expressão popular, “O Brasil só Começa Depois do Carnaval”. Essa frase insinua que o Ano Novo no Brasil não tem início em 1° de janeiro, mas somente após os dias da folia carnavalesca. E o que você fez em prol de conquistar seus objetivos pessoais e profissionais traçados para cumprir ao longo do ano?

Diferentes pessoas podem responder a essa pergunta de diferentes formas, como por exemplo:

  • “Estou deixando as coisas acontecerem naturalmente”.
  • “Estou implementando as ações que foram definidas e tentando antecipar os prazos”.
  • “Os objetivos traçados já não mais fazem sentido. Estou atuando na elaboração de novas estratégias e ações em prol de novos objetivos. Nossos objetivos, quer sejam de curto, médio ou longo prazos, requerem atitude, foco, determinação, resiliência e motivação. Muitas vezes exigem renúncias, necessidade de abdicar de algo momentâneo em prol de um futuro melhor.

 “São as águas de março fechando o verão.

É promessa de vida no seu coração”.

Elis Regina

Recomendo a leitura de dois livros os quais sou coautor e entendo serem bem pertinentes ao tema do artigo, são eles: “Planejamento Estratégico Para a Vida” e “Coaching: A Hora da Virada III”. O falecido filósofo e professor da UFBA, José Antônio Saja, sempre perguntava em suas palestras:

  1. O que é que estou fazendo com a minha única vida?
  2. O que é que eu estou fazendo com a única vida das pessoas que passam pela minha única vida?
  3. O que é que eu estou deixando que os outros façam da minha vida?
  4. Por que eu não consigo abrir mão daquilo que me faz sofrer?

São perguntas que nos causam reflexão: tive o privilégio de assistir a algumas palestras – “Encontros da Cultura” – promovidas pelo professor Victoriano Garrido, em que o professor Saja, em suas participações, sempre fazia essas perguntas à plateia, perguntas que sempre guardei em minha memória.

O planejamento não é uma tentativa de predizer o que vai acontecer. O planejamento é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão necessários hoje, para merecermos um futuro. O produto final do planejamento não é a informação: é sempre o trabalho.

Peter Drucker

O planejamento é importante e requer ações a fim de que tudo ocorra dentro da normalidade. Uma viagem internacional, por exemplo, para o período de férias, em um local nunca antes visitado, requer uma série de providências e deixar tudo para última hora não é o ideal. Importante definir a quantidade de dinheiro suficiente para custear as despesas; pesquisar a situação política, cambial, de saúde e climática do local; definição do local de hospedagem; programação de passeios que deseja realizar, enfim, são providências necessárias para uma viagem tranquila e sem maiores surpresas.

O ato de procrastinar, ou seja, transferir para outro dia ou deixar para depois; adiar…, pode implicar em não conquistar os objetivos.

Deixar algo para depois pode ser uma atitude estratégica quando se espera o melhor momento para entrar em ação. Se imaginarmos uma corrida de Fórmula 1, em que determinado piloto adota, por exemplo, a estratégia de correr 50 das 75 voltas sem correr riscos com ultrapassagens, economizando pneus e combustível, ainda que sem perder de vista os adversários à frente, nas últimas voltas, aproveita-se do desgaste dos carros dos adversários e parte para vencer a prova.

E, assim, concluímos o artigo da edição de março. Espero que tenham gostado. A partir de agora, já começo a pensar no artigo para a edição de abril, antes que o editor-chefe entre em contato e diga: “Então, já estamos fechando a edição #210 e o que você fez (escreveu) para a publicação na coluna comportamento, da edição desse mês”?

Até a próxima edição!

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