Por Valtermário Rodrigues*
O comportamento humano é o conjunto de ações e reações que os seres humanos manifestam em resposta a estímulos internos e externos. Ele é influenciado por fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais. Os fatores internos incluem a biologia, a personalidade, os valores e as crenças de uma pessoa, enquanto os fatores externos incluem o ambiente, a cultura, a educação e as experiências de vida.
Um dos principais aspectos do comportamento humano é a capacidade de aprender, se adaptar e mudar.
Já o resultado significa a consequência, ou seja, aquilo que resulta de alguma coisa; o efeito de uma ação, a finalização de um problema. Solução; o que se faz com o intuito de resolver alguma coisa: esse remédio não deu resultado.
Comportamento e resultado caminham juntos. Elencamos, abaixo, quinze tipos de comportamentos, encontrados no ambiente profissional, os quais, de certa forma, impactam nos próprios resultados, nos resultados de um uma equipe ou da empresa, então vejamos:
O sabe tudo – Por achar que sabe tudo, perde a oportunidade de aprender com as pessoas do seu convívio. Peca pela falta de humildade e pelo excesso de autoconfiança e acaba se tornando um personagem não bem visto pelo grupo, afinal, atitudes extremas sempre são prejudiciais às relações.
O antiético – “Os fins não justificam os meios”. É verdade que precisamos cumprir metas e entregar resultados, porém, nosso comportamento deve ser pautado pela ética e pelo respeito ao próximo.
O ôba ôba – De resultados efetivos, nada. A característica do profissional “ôba, ôba” é fazer de conta, fazer fumaça. Tudo é festa! “O mau do esperto é achar que todos são bestas”.
O amostrado – Se acha a “última bolacha do pacote”. Seu lema é: Sou o melhor e “vão ter que me aturar”. Adora se aparecer, se mostrar e, na maioria das vezes, tudo muito superficial, fantasioso, faz de conta. Engana a si próprio e é até capaz de conseguir enganar as pessoas.
O individualista – O importante é que estou fazendo minha parte. A questão é que, fazendo apenas sua parte você passa a não fazer parte do processo e do objetivo geral. No mundo corporativo atual, não há espaços para profissionais individualistas.
“Tô nem aí” – “O problema não é meu”. “Não faça hoje o que você pode deixar para fazer amanhã”, essa é o lema do indivíduo “tô nem aí”. Amanhã é outro dia e o assunto, tomara que caia no esquecimento ou, se alguém assumir e resolver a demanda, ótimo: “assuma que o filho é teu”.
O acomodado – Está sempre satisfeito com os mesmos resultados. O trabalho precisa ter um significado. Quem trabalha por uma causa, um sonho, um objetivo, não se contenta em apenas bater metas estabelecidas pela empresa. O trabalho precisa ter um significado. É importante trabalhar e pagar as contas, mas, também, trabalhar em prol da realização de seus próprios sonhos e, assim, o trabalho passa a ser bem mais prazeroso.
O medroso – O medo de errar, de arriscar, de tentar algo novo, leva à mesmice e à paralisia. Só erra quem tenta algo novo, ou até mesmo quem tenta nova forma de executar uma tarefa rotineira. Pensa, pensa, pensa, adia as decisões, muitas vezes, por medo de errar, pois o erro lhe causa sofrimento e afeta o seu estado emocional.
Um ambiente sem pressão, sem ameaças, favorece a inovação e a criatividade. Do contrário, as pessoas podem se sentir frustradas, ansiosas, constrangidas e deprimidas.
A culpa não é minha – Tem uma desculpa para tudo. Não assume seus próprios erros ou fraquezas. É o tipo de comportamento que sai atirando para todos os lados: a culpa é da burocracia; do sistema lento; do preço “alto”; do prazo curto; do departamento de crédito; da falta de estoque; falha na entrega; falta de políticas e procedimentos; falta de apoio, enfim, “minha parte eu fiz”, se nada deu certo, “a culpa não é minha”.
O bonzinho – Não sabe dizer não. Quer agradar a todos. Seu comportamento põe em risco seus próprios resultados.
O nervosinho – Se estressa com tudo e com todos. Muitas vezes, esse comportamento é apenas uma forma de defesa. Não gosta de ser criticado, mas quer ganhar as coisas no grito. “Deixeme quieto” ou vai sofrer as consequências do seu comportamento agressivo.
O fofoqueiro – Adora a vida alheia. Acha-se um verdadeiro exemplo. Muitas vezes fala por falar, sem conhecimento de causa.
O omisso – Não assume nada. É negligente e descuidado. Prefere fazer a politica da boa vizinhança. A Bíblia, em Tiago 4:17, diz: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”.
O alecrim dourado – Alecrim é uma planta que nasce sozinha no campo, sem ser semeada, por isso, é perfeita. A expressão “alecrim dourado” virou meme por causa da música com esse nome, uma forma irônica para definir pessoas que se acham exclusivas, únicas, “a tal”. Esquecem que o mundo não gira apenas em torno delas e que os cactos, a palma, as orquídeas, girassol, samambaias… merecem o mesmo tratamento e atenção.
Nós, seres humanos, não somos perfeitos. Em nosso convívio, seja no ambiente pessoal ou profissional, sempre vamos nos deparar com pessoas das mais diversas características, comportamentos, ou personalidade. É normal. É da natureza humana. Cabe a nós sabermos conviver com a diferença, não de forma passiva, mas, através da boa comunicação, sermos verdadeiros e tentarmos buscar uma forma harmoniosa e respeitosa de atingir os melhores resultados, com cada um dando o melhor de si.
Até a próxima edição!
*Coordenador Regional Administrativo das Filiais das Regiões Norte/Nordeste e Centro-Oeste da Companhia Brasileira de Distribuição Automotiva S/A – Filial Salvador | Escritor | Administrador de Empresas com Ênfase em Marketing | MBA em Gestão de Empresas e MBA em Liderança e Coaching
