A Knorr-Bremse lança o iTEBS X, última geração de sistema de frenagem eletrônica para carretas

A unidade fabril em Itupeva (SP) foi a primeira filial da Knorr-Bremse escolhida para produzir o novo equipamento fora do mercado europeu. O mercado brasileiro é estimado em 90 mil módulos por ano  

Por: Karin Fuchs

A Knorr-Bremse inovou ao desenvolver o iTEBS X, última geração de sistema de frenagem eletrônica para carretas, que reúne várias funcionalidades, entre elas, controle de estabilidade (RSP/RSS), antibloqueio das rodas (ABS), e monitoramento de pneus (TPMS). A tecnologia de sensores monitora em tempo real a estabilidade do veículo, permitindo, assim, o acionamento automático dos freios individuais a fim de evitar o tombamento do caminhão.

Há cinco anos, a Knorr-Bremse iniciou o desenvolvimento do iTEBS X na sua matriz, em Munique (Alemanha). No ano passado iniciou a produção para o mercado europeu e o Brasil foi a primeira filial escolhida para produzi-lo, na unidade em Itupeva (SP), que conta com 65 células de usinagem e montagem para atender o mercado brasileiro e da América do Sul, sendo 70% da produção destinada ao mercado OEM e 30%, ao de reposição automotiva.

Ao todo foram cerca de R$ 18 milhões em investimos para projeto de engenharia, adaptação de equipamentos e novos maquinários, e a nova linha de produção foi inaugurada em outubro deste ano. “O mercado brasileiro é de 90 mil módulos por ano e temos capacidade para atendê-lo 100%. Inicialmente, a produção será de 180 unidades por dia, cerca de 2,5 mil por mês e 35 mil por ano, em dois turnos. Conforme o ritmo da demanda, podemos aumentar gradativamente a produção e já planejamos a primeira expansão da linha para junho do ano que vem”, afirmou Antônio Silva, gerente de Vendas de Sistemas para Implementos Rodoviários da Knorr-Bremse South America.

O índice de nacionalização do iTEBS X é de 45%, com o objetivo de chegar a 60% no próximo ano. “Já estamos trabalhando nesta nacionalização há dois anos, quando tomamos a decisão de fazer o investimento”, disse Humberto Torrecillas, diretor Técnico e coordenador do projeto de nacionalização.

Mercado

Inicialmente, a produção visa o mercado local, mas também com olhos para a América do Sul, e a Knorr-Bremse já recebeu consultas de grandes fabricantes de carretas no Brasil. Lembrando que a partir de 2025, o sistema eletrônico de frenagem (EBS) será obrigatório nas carretas rodoviárias produzidas no Brasil. Para caminhões, ele já é obrigatório desde o começo deste ano. “Começamos a produzir agora para atender as encomendas que já estão chegando dos fabricantes de implementos que precisarão produzir as carretas com o equipamento”, destacou Torrecillas.

Além dos fabricantes de carretas, a Knorr-Bremse já recebeu consultas de grandes embarcadores e transportadores interessados em fazer retrofit, bastando a troca do sistema de freios antigo pelo novo iTEBS X. Um mercado que poderá representar de 10% a 15% das vendas do novo módulo. Segundo Silva, “hoje o roubo de carga não é mais o maior prejuízo, mas sim os acidentes graves com tombamentos”.

 

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