Em uma atitude de achismo baseada na certeza em relação ao outro, para fechar uma excursão, faltava apenas uma pessoa confirmar
Achismo é o ato de opinar sem fundamentos reais. É a fundamentação de uma ideia, de um conceito, de um julgamento com base apenas em palpite ou opinião subjetiva, sem qualquer evidência.
O achismo é, portanto, a tendência da pessoa que avalia as situações seguindo suas próprias opiniões ou intenções, geralmente sem explicação ou motivo.
QUAL O PREÇO QUE SE PAGA PELO ACHISMO?
Então vejamos alguns exemplos de achismo, em situações fictícias: Durante um workshop, reunião de pessoas interessadas em determinado assunto para aperfeiçoar técnicas por meio da explicação de palestrantes e de atividades práticas, o palestrante, ao ser perguntado sobre determinado assunto, respondeu. “Não tenho certeza, mas eu acho que…”. O escritor usou uma frase sem ter certeza do real sentido da mesma e causou uma série de dúvidas entre os leitores. Precisou fazer uma errata na edição seguinte a fim de esclarecer o assunto.
Durante uma reunião de trabalho, um dos participantes emitiu uma opinião sobre um assunto, sem saber que um de seus colegas estava enfrentando uma situação idêntica. Resultado, esse colega assumiu a carapuça e ficou magoado.
No descanso do almoço, um “bate-papo” informal entre dois colegas de trabalho, o colega que estava de fora, somente observando, deduziu coisas, tirou conclusões precipitadas, permaneceu no achismo, sem esclarecer os fatos e com caraminholas na cabeça.
Na pressa para fechar o pedido, achou que determinada peça servia para o veículo indicado pelo cliente e a mercadoria seguiu. O cliente, confiante que no dia seguinte a mercadoria correta chegaria ao destino para ser aplicada em uma ambulância que iria transportar um paciente para realizar um tratamento de alta complexidade em outra cidade, entrou em pânico ao descobrir que a peça entregue não tinha aplicação no veículo.
Ao entrar na concessionária com a pretensão de comprar um carro de luxo, um grande empresário, que resolveu sair de chinelo, bermuda e uma camiseta meio desbotada, observou que o tratamento do vendedor, por preconceito ou achismo, foi bem diferente do atendimento recebido no dia anterior por outro vendedor, por conta de uma análise baseada apenas em sua aparência.

Em uma atitude de achismo baseada na certeza em relação ao outro, para fechar uma excursão, faltava apenas uma pessoa confirmar. O colega assumiu o risco e assinou o contrato achando que o colega não deixaria de ir ao passeio. Resultado! Teve que assumir o custo financeiro, pois na data do passeio o colega já tinha um outro compromisso, inadiável, agendado.
“O que seria do azul se todos gostassem do amarelo?”. Preciso comprar um presente de aniversário para tal pessoa. O que você acha dessas duas opções? Devo comprar na cor azul ou amarela? O colega respondeu: eu acho que ele vai gostar se você o presentear com algo na cor azul. Seguiu a opinião e, ao entregar o presente, o aniversariante agradeceu e o abraçou, porém, percebeu um sorriso amarelo no rosto do amigo, ao tempo em que, uma outra pessoa chegou com um presente na cor amarela e ficou nítido o sorriso largo de contentamento do aniversariante.
Respondeu às questões do concurso sem qualquer fundamentação teórica, na base do achismo. Não se preparou adequadamente, tentou contar com a sorte. O resultado negativo não foi nenhuma surpresa.
É verdade que as vezes precisamos seguir nossa intuição e muitas vezes acertamos, contudo, a abordagem desse artigo tem por finalidade demonstrar que decisões baseadas no achismo, sejam em nossa vida pessoal ou profissional, pode implicar em prejuízos às relações, difícil de serem contornados.
E, então, caro leitor! “O que você achou” desse artigo.
Eu achei que ficou legal. Na próxima edição, acho que vou escrever sobre Pós-venda. O que vocês acham? É um bom tema?
Até breve!