Tecnologia de ponta, peças com qualidade e uma frota extremamente moderna, atualizada e a eletrônica embarcada surpreenderam Leandro Lúcio
Por: Karin Fuchs
Leandro Lúcio, gerente de Produtos e Vendas Técnicas da Valclei, é um assíduo participante de feiras nacionais e também internacionais do setor, trazendo em sua bagagem muitas experiências. Balconista de autopeças no início da década de 1990, ele se aprimorou em vendas, destacando-se e chamando a atenção das indústrias do setor, até chegar à Valclei, onde completará 15 anos de casa como efetivado no próximo ano.

A primeira feira que ele visitou foi a Automechanika Argentina em 2006, prestando serviço para a Valclei, antes de ser contratado definitivamente em 2015, neste intervalo, ele prestou serviços para a Valclei. Depois disso, ele participou de várias edições desta feira. Na Automechanika Shangai a sua estreia foi em 2016 e, pela segunda vez, neste ano, ele retornou à Shangai para a maior feira do setor de peças automotivas, acessórios, equipamentos e serviços da Ásia. Nesta matéria ele conta o que viu de mais inovador e antecipa que a feira foi surpreendente.
“Muitas vezes, nivelamos pelas feiras que são maiores e mais profissionais, e mais próximas da gente, que é a de Frankfurt, na Alemanha. Neste ano, a Automechanika Shangai me surpreendeu pela qualidade dos produtos. O meu conhecimento não é apenas da linha da Valclei, conheço a parte de motor, de suspensão e de injeção eletrônica. Existem empresas (na China) que trabalham com produtos mais baratos, a gente sabe que elas existem, mas o patamar subiu, você vê muitas multinacionais que estão aqui no Brasil com fábricas ou escritórios de negócios lá em Shangai ou em outras cidades próximas”, afirmou.
Qualidade dos produtos que ele justificou, “hoje eles têm total noção de que se fizerem um produto de baixa qualidade, visando apenas preço, terão prejuízo. Eles preferem fazer um produto de extrema qualidade para que não tenham prejuízo. Existem muitos poucos que ainda fazem peças mais baratas, mas que não comprometem a segurança do condutor. Se o empresário prezar pelo nome dele no Brasil, ele vai trazer um produto com valor agregado um pouco maior, mas que terá condições de ter rentabilidade”.
Tecnologia de ponta
O patamar tecnológico apresentado na feira também superou as expectativas de Leandro. “Sou muito ligado à venda, mas também sou muito ligado à tecnologia que vem para aprimorar os produtos. Não dá mais para fechar os olhos para algumas situações, realmente a qualidade está bem superior. Tudo o que você imaginar de automóveis eles têm e coisas que eu nem imagina ver lá, como por exemplo, limitadores de porta. Aqui não Brasil não tem uma empresa específica que fabrica isso. Lá eu vi também uma célula de fabricação de insulfilme. Uma máquina que imprime e você não precisa mais comprar as lâminas, você compra o plástico e a tinta, e faz da cor que quiser. É uma das coisas que vimos lá e que é muito interessante”, citou.
Chamou a atenção também de Leandro um laboratório climatizado para garantir totalmente a qualidade das peças. “Quando entra neste laboratório, você passa por um corredor onde tem uns jatos de ar aquecido bem forte para tirar o excesso de poeira das suas roupas e passa também por um tapete específico para retirar fios de cabelos ou alguma coisa que possa interferir no teste de algum produto”, especificou.
A parte industrial vista por Leandro também foi algo fora do comum, conforme ele disse: “e olha que nós temos aqui robôs de solda, etc., câmaras de pintura automatizadas, mas a própria indústria e o laboratório de alguns componentes lá estão muito além do que esperávamos, e eu como técnico, vi além do que esperava”.
Peças tridimensionais produzidas em grandes scanners também foram outro destaque da feira que ele comentou. “Nós (da Valclei) já fazemos projetos, enviamos para a impressão e verificamos se é necessária alguma melhoria, sem precisar fazer uma matriz para fabricar em larga escala. Isso ajuda muito nos processos de desenvolvimento de produto. Mas lá eu vi tridimensional que fazem peças de 1,30 metro, o tamanho de uma televisão de 42 polegadas. Ainda não é tão comum um scanner tão grande nas fábricas que eu conheço aqui no Brasil”.
Evolução
Comparada à primeira vez que foi à Automechanika Shangai, Leandro falou que o que mais mudou, principalmente na frota. “O que vimos foi uma frota extremamente moderna, atualizada e a eletrônica embarcada fora do comum. Os veículos premium têm botões para regular os bancos. No braço do próprio banco tem controles digitais, como se fosse um celular, que funcionam até para aplicar uma massagem na lombar. Tem toda uma tecnologia fora do comum. Hoje eles têm carros extremamente luxuosos e com uma estrutura muito bem-feita. Se compararmos aos veículos alemães, já está quase páreo a páreo. A autonomia dos 100% elétricos e dos híbridos chama bastante a atenção; e ainda uma infinidade de motocicletas elétricas e de caminhões de pequeno e médio portes elétricos”, finalizou.