Nele, histórias bem sucedidas de quem se orgulha de ser vendedor e de quem atingiu voos maiores e tem uma carreira promissora
Por Karin Fuchs
o dia 26 de novembro, o podcast do Balcão Automotivo foi especialmente dedicado ao Dia do Balconista de Autopeças, com as participações de profissionais que contaram histórias inspiradoras, desde veteranos até empreendedores de sucesso que lideram as suas próprias lojas. O podcast foi dividido em dois tempos, ambos conduzidos pelo editorchefe, Silvio Rocha, e por Francisco Gomes, consultor, idealizador e instrutor do Curso de Balconista de Alta Performance. Na primeira parte participaram Tome Joni Silva Coelho, do Grupo PMZ, em Manaus (AM), Tatiana Barbosa Castro, da Padre Cícero Autopeças, em Fortaleza (CE), e Luiz Fernando Ferreira, da Furlan Auto Peças, em São José do Rio Preto (SP). O primeiro entrevistado foi o Tome. Ele é de Itacoatiara, no interior da Amazonas, e se mudou para Manaus em 1996 com a oportunidade de ingressar no Grupo PMZ, antes, Pemaza. “Foi o meu primeiro trabalho com carteira assinada. Eu vim com um desafio, eu não sabia o que era peça, o que era carro, na realidade, eu vim cru, como diz o ditado. Eu vim com o desafio de ter uma formação na empresa. Foquei na Pemaza com o objetivo de avançar, conquistar, desbravar o que eu não conhecia e graças a Deus, hoje eu estou onde estou, pois defini para mim o que eu queria conquistar”, relatou. No Grupo PMZ, Tome está há quase 30 anos. Começou como estoquista, foi caixa, separador de peças, subgerente, gerente, comprador, tendo assumido várias posições dentro da empresa. “Hoje estamos com mais de 60 lojas. O Grupo tem crescido e avançado e isso é uma grande honra para mim, ser quase pioneiro no Grupo”, afirmou. A história de Luiz Fernando no que tange ao tempo que atua no setor de autopeças é similar ao de Tome. “Eu tenho o mesmo tempo de profissão do Tome, só que eu comecei como motoqueiro na autopeças, não sabia nada de peça, a gente queria ser alguém, vamos crescer na empresa, guardar peça, lavar peça, vamos atender o cliente, eu sempre fui comunicativo, então, eu ia conversando com um, pegando uma peça e guardando, passei em várias etapas da empresa, até ser vendedor demorou 14 anos”, contou. Quatro anos depois de atuar como vendedor na loja de autopeças, ele recebeu um convite da Furlan Auto Peças, onde está há 14 anos. “E graças a Deus, o time é campeãoníssimo. Tem que querer. Quando começamos tinha 4 montadoras, depois da pandemia, isso mudou drasticamente, além de tudo, tivemos que correr atrás de conhecimento, tanto o vendedor como o dono da empresa. Mudou da água para o vinho, foi muito impactante, a pessoa em casa estava comprando e a gente trabalhando em casa. Eu trabalhei por quinze dias duas vezes em casa e vendia muito mais do que presencial. Foi quando a gente teve que ir atrás de conhecimento como vendedor e como a empresa”, disse. Integrante do grupo de gestoras da Padre Cícero, Tatiana começou a sua carreira na empresa há anos, conforme contou. “Na Padre Cícero eu tenho 11 anos, na parte de gestão sou nova, faço parte do futuro do mercado automotivo de gestão. Passei boa parte da minha experiência como promotora de vendas, onde eu pude vivenciar o dia a dia junto com a equipe de vendas, com o balconista. Foram essas experiências como promotora de vendas que me deram todo o suporte para eu estar aqui, diante das oportunidades que me apareceram, eu estar preparada e agarrá-las… Estou galgando o meu espaço com a experiência que eu tive como promotora de vendas, onde eu consegui ter habilidades que me ajudam e vão me ajudar nessa minha carreira que está só começando”. Na sequência, Luiz Fernando iniciou a sua fala dizendo que autopeças é uma caixinha de surpresa e finalizou sobre o encontro de gerações. “É muito carro, o vendedor tem que se reinventar a cada dia. É muito bom, eu só tenho a agradecer, principalmente, a Deus, que abriu os canais, à minha família, à minha esposa e à autopeças Furlan pela oportunidade de estar há 14 anos trabalhando lá. Essa molecada nova vem chegando com força. No balcão onde eu fico tem 4 ou 5 pessoas que ficam olhando como a gente trabalha. O meu supervisor tem 25 anos, é um filho que a gente chama de pai, e a gente que é velho tem que correr com força e conhecimento, se não, ficamos para trás”. Praticamente no final do podcast, Tatiana revelou as suas pretensões profissionais. “Melhorar cada dia mais como gestora, fazer com que a minha equipe fique cada vez mais coesa, alinhada, que meus profissionais me vejam não como chefe, mas como líder que conduz uma equipe, faz com que a gente corra atrás não de metas, mas de indicadores, pois metas sem indicadores não têm tanta importância… Que os balconistas sejam valorizados cada vez mais, que o empresário veja realmente a importância desse profissional e dê a ele a importância, gerando estrutura de trabalho adequada, reconhecimento, não só financeiro, mas às vezes, um reconhecimento de agradecimento”, afirmou. Tome orgulhou-se em ter ajudado tantos vendedores. “Hoje nós queremos mais é evoluir… tem muitos gerentes no Grupo PMZ que passaram pela minha mão, foram vendedores os quais eu ensinei… eu formei muito vendedores, porque eu entrei de cabeça erguida, entrei para multiplicar e o Grupo PMZ tem crescido… não é fácil ser vendedor, tem o lado bom, o difícil e o ruim, mais quando você é determinado, tudo o que acontece na sua vida como vendedor você consegue alinhar”, ensinou.

Francisco elogiou os três participantes. “Um ponto em comum deles que me faz brilhar os olhos é justamente o orgulho de pertencer. De pertencer a cada um dos grupos, a vontade de crescer e pertencer a esses grupos me deixou extremamente feliz, porque a gente alcança metas, indicadores, conquista os nossos objetivos pessoais, desde que a gente esteja motivado. Dias difíceis vão acontecer, clientes chatos, problemas enormes e o vendedor precisa se reinventar todo o dia”, orientou. Segundo tempo O segundo tempo do podcast teve as participações de Fábio Venâncio, da Full Peças Automotivas, localizada em Goiânia (GO), e de Francisco Jefferson Galeno de Oliveira, do Grupo Bezerra Oliveira, em Fortaleza (CE). O primeiro a contar a sua história foi Jefferson. Ele começou no Grupo em 2020, no atendimento ao cliente, no SAC, passou pelo setor de garantia e devolução, onde aprendeu a conferir as peças, dar entrada em notas fiscais, notas de garantia de devolução. No SAC, ele aprendeu a lidar com o cliente que nem sempre estava bem-humorado, e há 4 anos é consultor de vendas. “Graças a Deus, Ele tem me abençoado. Eu tenho crescido junto com o Grupo Bezerra Oliveira, junto com os meus gestores e com os meus colegas de trabalho. Eu tenho desenvolvido esse papel de atendimento ao cliente para que a Bezerra Oliveira cada vez mais cresça em parceria com o cliente. Para que ele fique sempre satisfeito e agregue tanto ao cliente como à Bezerra Oliveira”, afirmou. Ele também falou sobre metas futuras. “Eu penso em permanecer no Grupo Bezerra Oliveira desempenhando meu papel, fidelizando cada vez mais os meus clientes, conquistando cada vez mais novos clientes, para que a gente possa no dia a dia fazer amizades. Como o Francisco disse (durante o podcast), vendedor e cliente se tornam um vínculo, uma amizade, não é só papo de negócio”. Proprietário da Full Peças Automotivas, Fábio, comentou que empreender tem sido uma experiência e um desafio enorme, por outro lado, incentivou quem pretende empreender no ramo. “Empreender no Brasil não é fácil, mas tem sido graças a Deus um grande sucesso. A autopeças tem como estabelecido agregar bastante na vida dos clientes e dos nossos colaboradores… Eu quero dar um alerta para vocês que querem empreender no Brasil: o ramo automotivo é um dos melhores e eu tenho vivido isso aqui na Full Peças”. Fábio começou no mercado automotivo quando tinha 14 para 15 anos. “Entrei como estoquista em uma distribuidora e lá eu fui passando por todas as etapas, com mais ou menos 6 a 7 meses eu passei para vendas, bastante empenhado, bastante focado. A minha família inteira também é do ramo automotivo e me incentivou muito. De lá para cá eu tenho vivido várias experiências chegando a ponto de querer empreender. O mercado automotivo não para. É um mercado excelente para a gente trabalhar”. De vendedor para empreendedor foram apenas 5 anos. Fábio foi vendedor por 5 anos e o mesmo tempo tem de empreendedor, o que surpreendeu tanto o Silvio, âncora, como o Francisco, consultor. “É uma carreira meteórica. É muito do que o nosso mercado proporciona”, declarou Francisco. Fábio não para por aí, com as bem-sucedidas vendas pelo e-commerce, eles estão prestes a mudar para um espaço maior, que atenderá tanto os clientes digitais como os presenciais. “O povo aprendeu a comprar pelo e-commerce, o local não está dando conta de armazenar mais as nossas mercadorias”, mencionou. No podcast também foram abordados temas como a falta de profissionais no mercado e importância da certificação do IQA, inclusive, Francisco contou que ele recebeu na Autop um convite do Alexandre Xavier, superintendente do IQA para representá-los no Estado do Ceará. “Fiquei muito orgulhoso com o convite dele, justamente tentando levantar essa bandeira da certificação dos profissionais e no que limita justamente o balconista, o vendedor de autopeças. A gente precisa criar mecanismos para valorizar aquele que se entrega, se dedica e se qualifica”. Ele também compartilhou como conseguiu se diferenciar no mercado: “Grande parte dos clientes que hoje são fiéis, gostam de mim e me defendem, eu conquistei em situações em que poderia simplesmente ter dito ‘não tenho’. Aqui no Ceará, chamamos isso de ‘bucho’ — um problema complicado ou uma demanda difícil de resolver. Quando o telefone toca, a primeira resposta que vem à mente é dizer ‘não tem’. Mas, com a vontade de conquistar o cliente e entendendo que isso é um grande diferencial, eu encarei esses ‘buchos’ de frente. Mesmo que o problema não tenha sido causado por mim, eu decidi fazer acontecer, ‘fazer o filho nascer’. Resolver o problema do cliente não só o deixa satisfeito, mas também faz com que ele se lembre de você na próxima vez que estiver em apuros. No início, você talvez não colha os frutos mais saborosos, como uma ‘picanha’, mas vai construindo uma relação de confiança e, aos poucos, conquistando esse espaço. Fazer isso faz toda a diferença”.
Assista a live completa em nosso canal do YouTube: Balcao Automotivo