Há saída para o endividamento e começar a olhar de outra forma para o dinheiro. Cuidar da saúde mental também significa cuidar das finanças
Por: Karin Fuchs
Quando as contas no final do mês não fecham ou quando a grana está curta, muitos podem sofrer com o estresse financeiro, podendo causar ansiedade e depressão, baixo autoestima, problemas físicos e a sensação de que não há saída para o endividamento. Mas, sim, tudo tem saída, ou melhor, como popularmente se fala, ‘para tudo tem jeito, só não tem jeito para a morte!’. O primeiro passo é manter a calma
Segundo André Minucci, mentor de empresários e business coaching, “quando as contas saem do controle, a pessoa entra em um estado constante de preocupação. Isso pode levar a sintomas como insônia, fadiga e até problemas de saúde mais graves, como hipertensão e depressão. A boa notícia é que existem formas de lidar com isso”, afirmou.

O primeiro passo, orientou Minucci, é mudar a mentalidade sobre o dinheiro. “O descontrole financeiro muitas vezes está ligado a hábitos e crenças que precisam ser ajustados. Mais do que cortar gastos, é preciso desenvolver inteligência emocional para lidar com as finanças de forma estratégica”.
Isso significa aprender a lidar com o dinheiro de forma saudável e isso deve ser um processo contínuo. “Quando a pessoa começa a controlar suas finanças, sente um alívio imediato. O mais importante é manter esse equilíbrio em longo prazo, ajustando hábitos e planejando melhor o futuro. Cuidar da saúde mental também significa cuidar das finanças. Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença na sua qualidade de vida”, explicou Minucci.
Problema imediato
No caso de endividamento, a orientação de Minucci é fazer um levantamento detalhado de sua situação financeira, anotando todas as dívidas, prazos e juros. “Isso traz clareza e permite traçar um plano de ação”, destacou. O passo seguinte é realizar um plano de pagamento realista, renegociar as dívidas, priorizando as que têm juros mais altos. “Esse plano precisa ser realista para que não sejam feitas promessas que não poderá cumprir. Estabeleça metas possíveis dentro do seu orçamento”, disse Minucci.
Outra orientação dele é conversar com especialistas ou grupos de apoio que podem ajudar a encontrar soluções e diminuir o peso emocional das dívidas. E como muitos de nós não tivemos educação financeira, o que nunca é tarde para aprender, a dica de Minucci é constituir uma reserva financeira, não importa o valor, mas comece! “Isso reduz a sensação de insegurança e previne novos endividamentos”, comentou.
E sempre que for tomar uma decisão financeira, pense bem antes para que seja melhor decisão. “A ansiedade causada pelo dinheiro pode levar a decisões impulsivas. Técnicas de controle emocional, como respiração profunda, e exercícios físicos, ajudam a manter a calma e a tomar melhores decisões financeiras”, finalizou.