Um livro para empresários e gestores de empresas de todos os portes identificarem os estágios em que se encontram e os passos seguintes para progredirem em suas jornadas; escrito por um consultor da área automotiva
Por: Karin Fuchs
A mais nova empreitada de Cláudio Araújo, sócio proprietário da Êxito Consultoria, foi o lançamento recente do seu primeiro livro, “Jornada dos Negócios: Um Manual das Regras do Jogo da Gestão Empresarial”. A ideia do livro, contou Araújo, nasceu da sua percepção de que diferentes empresários e gestores estão em diferentes patamares, e que com a sua experiência, ele poderia ajudá-los a identificarem seus estágios e evoluírem.
“Este livro é uma coletânea da minha experiência como consultor e instrutor de empresários. Eu fui percebendo que cada empresário e gestor estava em um estágio, alguns evoluíram mais e outros menos. Isso me fez identificar que a jornada dos negócios tem certa similaridade com gente e essa similaridade eu trago no livro em dois pontos: o mundo dos negócios tem regras e a maioria das pessoas entra no jogo sem conhecê-las, isso faz com que elas percam muito antes de aprenderem. No segundo ponto, eu descrevo algumas regras que eu considero importantes, por exemplo, toda empresa tem a forma de uma pirâmide, dividida em três áreas: operacional, tática e estratégica”, afirmou.

Nesta seção do livro, Araújo aborda a importância de a empresa ter clareza em relação à sua visão e compreender as necessidades dos clientes, que constituem a missão. Ele apresenta essas diretrizes de maneira prática e aplicável. Em seguida, vem a parte que ele chama de tabuleiro, dividida em três fases: empreendedor amador, gestor operacional, gestor estratégico e gestor inovador. Araújo explicou cada uma delas:
Empreendedor amador: “É aquela pessoa corajosa, apaixonada. Acho muito bonito o empreendedor porque ele é arrojado. Muitas vezes, abre o seu negócio sem ter o dinheiro, mas tem dentro do seu coração a crença de que dará certo. Empreendedores que entram no jogo precisam se conscientizar de que não serão empreendedores o resto da vida, isso é uma fase. Alguns ficam nessa fase, alguns ficam e se não acontecer saem do jogo e alguns são expulsos do jogo. Outros, enxergam que têm a fase seguinte”.
Gestor operacional: “É aquele que já começa a pensar no seu negócio de forma diferente, entende que a sua empresa tem pelo menos quatro áreas estratégicas: cliente, processos, recursos humanos e finanças, e a cabeça dele já está fragmentada. Eu descrevo que nessa fase ele tem quatro diretores, os quatro são ele mesmo, quando começa a pensar em cada ponto. Descrevo um pouco mais sobre o gestor operacional, um cara muito centralizador, mas quando usa um sistema, ele já se posiciona de forma diferente na pirâmide. Alguns ficam a vida toda nessa fase e alguns conseguem prosseguir a caminhada e chegar na terceira fase”.
Gestor estratégico: “Ele já se posiciona no topo da pirâmide, tem uma equipe, não gerencia processos, mas, sim, pessoas. Ele já tem gestores de marketing, de vendas, de RH e finanças. Ele começa a fazer com que os processos sejam mais modernos, já fala sobre contabilidade. É um cara mais arrojado e bem mais profissional”.
Gestor inovador: “Pela minha experiência, poucos chegam nesta fase. É aquele que consegue sair da pirâmide e está no top. Já pensa em sucessão, às vezes abre o capital de sua empresa, é aquele que começa a entender que pode ter mais tempo e mais dinheiro. Ele não olha mais para lucratividade, começa a olhar para a rentabilidade, ele se foca em alguma coisa voltada para o associativismo, de agir junto ao Governo para melhorar o segmento”.
Com toda essa abordagem, o objetivo de Araújo é levar ao leitor a se conscientizar em qual das fases ele está. “É muito importante na vida da gente sabermos onde estamos. Às vezes, queremos dizer para onde vamos, mas não sabemos onde estamos. O meu objetivo é que com a leitura as pessoas consigam se localizar e se identificar, e que eu possa contribuir com elas na sua jornada de negócios”. O objetivo é que seja uma inspiração para o leitor. Inclusive, Araújo teve muita inspiração do seu pai, conforme ele relata na introdução do livro.
“Logo no início, eu conto um pouco da minha vida, inclusive, a inspiração para o título do livro veio do meu berço. O meu pai foi carteira nº1 do Conselho Regional de Administração no Ceará, Piauí e Maranhão, eu falo um pouco dele, o quanto me influenciou. E a conclusão do livro é “não seja egoísta”, eu não falo sobre egoísmo, mas falo para não ficar pensando em que fase os outros estão. É um livro para incomodar, agulhar e provocar o leitor. É um livro totalmente autoral, um relato de uma experiência e de uma metodologia que fomos construindo com o tempo”, finalizou.