Para o artigo dessa edição do mês de novembro, pensei em um tema, mas resolvi mudar e escrevi sobre mudança, um tema oportuno para o momento que estou passando no ambiente profissional.
O mês de novembro simboliza mudanças, afinal, é o mês em que se comemora a Proclamação da República, que mudou o sistema de governo do Brasil de monarquia para república presidencialista, mudança que ocorreu em 15 de novembro de 1889. Também é celebrado o Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro, em homenagem a Zumbi dos Palmares, último líder do Quilombo dos Palmares, que resistiu por quase 20 anos aos ataques dos portugueses. Uma data importante para olharmos a questão negra não somente nesse dia, mas para pensarmos diariamente sobre as possibilidades de inclusão de populações que foram excluídas da história do Brasil.
“Todo dia é uma nova chance de viver e mudar a vida. Não precisamos esperar por datas especiais ou momentos certos para fazer mudanças positivas. Cada amanhecer oferece a oportunidade de tomar decisões diferentes e melhores a cada novo dia”.
Mudança ou transformação é uma alteração de um estado, modelo ou situação anterior para um estado, modelo ou situações futuras, por razões inesperadas e incontroláveis ou por razões planejadas e premeditadas.
Mudança e decisão: dois amigos pegaram a estrada, cada um em seu próprio veículo, em uma viagem rumo ao mesmo destino. No meio do caminho, algo aconteceu e o trânsito travou. Um deles resolveu mudar de rota, pegou uma estrada alternativa e chegou no horário que havia programado. O outro permaneceu na mesma estrada, não quis mudar de rota e só conseguiu chegar ao destino com três horas de atraso.
A expressão “beco sem saída”, no sentido figurado, pode descrever uma situação da vida em que a pessoa se sente sem opções, como um problema familiar ou de carreira. Nesse contexto, uma mudança de atitude, direção ou estratégia pode ser a única saída, afinal, a falta de mudança leva a um beco sem saída.
A parábola “Quem Mexeu no Meu Queijo?”, sobre mudança, conta a história de quatro personagens: os ratos Sniff e Scurry e os duendes Hem e Haw – personagens que vivem em um labirinto em busca de queijo. O queijo que eles encontravam sempre acaba; com isso, os ratos logo saem para procurar em novos lugares, enquanto os duendes ficam paralisados pelo medo da mudança. Haw reflete e decide seguir os ratos; Hem, por sua vez, continua inerte. A história ilustra diferentes reações à mudança e a importância de se adaptar, correndo para encontrar “novos queijos” na vida.
“Cavalo selado só passa uma vez” representa uma oportunidade que pode não se repetir. Portanto, caso não esteja pronto para montar o “cavalo selado”, você pode deixar passar um momento decisivo na vida, como a oportunidade de um curso, uma vaga de emprego ou a possibilidade de mudar de carreira.
“Pular fora do barco” é uma expressão que significa desistir de algo — projeto, compromisso ou parceria — quando a pessoa percebe o risco de um fracasso, em que as circunstâncias desfavoráveis exigem uma mudança de rumo ou de ideia.
“Virar a página” significa recomeço e estar aberto para novas possibilidades, ao seguir em frente e escrever um novo capítulo na sua vida — exemplo de superação, busca pelo novo e mudança de hábitos.
A Síndrome de Gabriela, característica das pessoas que evitam sair da zona de conforto, representada pela frase “eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim”, revela uma atitude de inflexibilidade e recusa à mudança. Essas pessoas resistem em aceitar críticas e opiniões, o que pode prejudicar seus relacionamentos e oportunidades pessoais e profissionais, implicando consequências negativas, como estagnação e comodismo.
“Oh céus, oh vida, oh azar”, famosa frase da hiena Hardy, personagem pessimista do desenho animado Lippy e Hardy, expressa pessimismo e lamentação perante as dificuldades, a sensação de que tudo de ruim sempre acontece com ele. Esse comportamento paralisa a pessoa e impossibilita vislumbrar novas possibilidades.
A mudança por uma simples questão de “modismo”, um fenômeno social e cultural de curta duração, também pode atuar como um catalisador inicial para mudanças mais profundas e duradouras na sociedade. A mídia e os influenciadores se constituem incentivadores de mudanças — sinais dos tempos, adoção de estilos e inovações tecnológicas — e, de forma duradoura, o modismo pode ser absorvido pela cultura e provocar uma mudança de comportamento ou de normas sociais.
Na vida cotidiana, é possível ocorrer uma mudança de paradigma (termo popularizado pelo filósofo da ciência Thomas Kuhn), ou seja, uma mudança na forma como as pessoas pensam e agem sobre um determinado assunto. Essa mudança pode acontecer não só no cotidiano, mas em diversos campos, como na ciência, nos negócios e na política, e ocorre quando o paradigma dominante se torna inadequado e é substituído por um mais satisfatório.
Toda mudança nasce a partir de um motivo: seja por um sonho, pelo exemplo de alguém que foi bem-sucedido naquilo que se propôs a fazer, pela característica empreendedora ou até pela falta de opção, quando somos forçados a mudar, quando algo independe de nossa vontade ou poder de decisão.
E, por falar em mudança, recomendo a leitura de “Coaching – A Hora da Virada”, da editora Literare Books, com coordenação editorial de Mauricio Sita, obra da qual sou um dos coautores. É uma obra escrita por muitas mãos e traz a seguinte mensagem: “organize sua vida, supere desafios e realize sonhos”.
Mudando de assunto, quero concluir lhe fazendo um convite à leitura do nosso próximo artigo, cujo tema abordado será: tomada de decisão.
Nossa missão, caro leitor, é trazer temas interessantes a cada edição, com artigos relevantes na minha coluna “Comportamento” e os conteúdos oferecidos pela Revista Balcão Automotivo sobre o mercado automotivo. Consequentemente, esperamos que você não tenha motivos para mudar, continuando a nos escolhas como importante fonte de comunicação e informação.