BA|204 As peças da moda

Por Valtermário Rodrigues

Com um mercado internacional que cresce cerca de 11,4% ao ano, com expectativa de faturamento de US$ 1 trilhão em 2025, a indústria da moda é o segmento com maiores resultados no e-commerce B2C, com vendas chegando a US$ 525 bilhões por ano. No Brasil, o setor movimenta R$ 229 bilhões, sendo o maior em volume de quantidade de pedidos e representando 15% de tudo que é comprado na internet.*

Contextualizando, ao profissional de vendas, principalmente, é importante se “vestir” bem no atendimento ao cliente. Aspecto desleixado e desarrumado impacta na perceppção do cliente. Não é preciso usar peças de marcas caras, basta utilizar o tipo certo de roupa. A depender do cliente, você pode se apresentar com roupas formais, pois geram mais confiança da parte do cliente, ou usar roupas menos formais.

Inovar, criar um estilo pessoal de se vestir, no caso das mulheres, ter cuidado nas escolhas dos “acessórios” (brincos, etc.), sem exageros em perfumes, decotes e maquiagem e, para os homens, barba e cabelo feitos, uma boa combinação de camisas, calças e sapatos possibilitam elegância e percepção de asseio.

É interessante criarmos nossa marca, nossa identidade: “Chique no último (úrtimo)”, expressão que serve para descrever uma pessoa que é muito chique e charmosa e que faz bem ao nosso ego receber um elogio pela forma de se portar e se vestir.

Os números do e-commerce no mercado da moda crescem ano após ano. As compras presenciais estão dando lugar às compras online, pois possibilitam maior praticidade e ganho de tempo.

A vestimenta é, sem dúvida, quesito importante no processo de atendimento ao cliente, seja no mercado automotivo ou em qualquer outro mercado.

Mas, na verdade, o objetivo desse artigo é abordar o tema vestimenta de uma forma criativa, sob a perspectiva do comportamento humano:

Colegas de trabalho passaram a semana pesquisando e colocando itens no carrinho de compras. Na sexta-feira, após o expediente, em vez de irem ao shopping comprar roupas, presencialmente, para usarem em um importante evento, aproveitaram o fato de terem realizado as compras de forma virtual e partiram para um happy hour. Na praça de alimentação resolveram tomar uma torre de “chopp” e saíram do shopping com o coração “cheinho” de felicidade.

Esse tipo de encontro, entre colegas de trabalho, contribui para elevar o clima organizacional, no processo de comunicação e, principalmente, contribui com o bom atendimento ao cliente:

O que te deixa feliz? Praticar um “hobby”, como eu, por exemplo, que adoro escrever, principalmente os artigos, para a coluna Comportamento, da Revista Balcão Automotivo. Fazer o que gosta é motivo de prazer e contribui para o alcance de bons resultados nos contatos com clientes e colegas de trabalho. Se contemplar o mar te faz bem, não perca tempo, “bota” aquele look de saída de praia e vai curtir o final de semana. Se te faz bem ouvir músicas, seja rock, MPB, Samba, “moda” de viola, aproveite o tempo livre, mesmo que seja na hora de dormir, já com a “touca” na cabeça, ou com a “toalha” antes do banho, o importante é fazer coisas que façam bem à nossa mente e ao coração.

“A moda sai de moda, o estilo jamais”.

Coco Chanel

“Amiga! Tenho um “babado” para te contar?” Quando isso acontecer, “saia”. Fuja de fofocas!

Às vezes, é preciso calçar as “sandálias” da humildade e agir com gratidão, generosidade, respeito ao próximo, ética, justiça e, “sobretudo”, com gentileza.

É importante estabelecermos estratégias para a vida que contemplem ações de “curto”, “médio” e “longo” prazos. Sugiro a leitura do livro: “Planejamento Estratégico para a Vida”, o qual sou um dos coautores. Construir uma carreira de sucesso requer dedicação e foco. É normal acontecerem contratempos, portanto, quando isso acontece, devemos “costurar” atitudes de resiliência no sentido de colocar as coisas em seu rumo.

No processo assertivo de comunicação, seja com o cliente ou nos relacionamentos pessoais, não cabem “meias” verdades. Fazer vista grossa, colocar uma “capa” para evitar que se descubra o real objetivo, portanto, nada de “maquiagem”. Não é atitude inteligente, portanto, colocar uma “camisa” de força e deixar de se expressar de forma autêntica e verdadeira, não devemos deixar nosso interlocutor em “saia” justa, ou com um nó na garganta, tipo um nó de “gravata”.

Devemos “vestir” a camisa da empresa e, ao mesmo tempo, ter cuidado em manter um ambiente de trabalho agradável com pares e chefias.

Respeito ao próximo, empatia, altruísmo e trabalho em equipe são atitudes dignas de tirar o “chapéu”, dignas de admiração.

Todo ambiente de trabalho é composto por pessoas de diferentes origens sociais, raciais e culturais. Diante disso, é importante se “despir” de preconceitos em prol de um ambiente harmonioso.

Portanto, se é importante vestir o look mais adequado para cada situação, é importante, também, sempre sair “vestido” com um sorriso no rosto, uma dose de gentileza, generosidade e educação, gera no cliente uma percepção de confiança.

*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em ADM; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e “Planejamento Estratégico para a Vida”

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