Movido a desafios, Ricardo Pereira assumiu o cargo de diretor de Vendas e Marketing na Ampri Peças Automotivas, onde colocará em prática toda a sua experiência e, principalmente, foco no cliente
Por Karin Fuchs
Recentemente, Ricardo Ribeiro Pereira assumiu o cargo de diretor de Vendas e Marketing na Ampri Peças Automotivas. Formado em Administração de Empresas, Marketing e Comunicação, ao longo de mais de 35 anos no setor automotivo, o executivo atuou em empresas renomadas e referenciadas, e na sua nova jornada, ele diz que “a oportunidade é de atuar de forma nacional e internacional”. Nesta entrevista exclusiva ao Balcão Automotivo, ele conta como foi a sua trajetória, as metas no seu novo cargo, as principais mudanças que ele vivenciou no mercado e muito mais. Confira!

Balcão Automotivo – Quando você começou a sua carreira no setor automotivo?
Ricardo Ribeiro Pereira – Iniciei a minha carreira na década de 1990, trabalhando na fábrica da Cofap, em Mauá (SP), por um ano. Logo depois, eu fui admitido no Escritório de Vendas SP, como Promotor de Vendas Cofap, escola especial de Vendas, Promoção de Vendas e Marketing, onde o aprendizado sobre nosso mercado era comandado pelo Sr. Abraham Kasinski e um time de pessoas que até hoje muitos ainda estão atuando em nosso mercado. Ainda na Cofap, depois de Promotor de Vendas, eu fui promovido ao cargo de Contato de Vendas e fiquei na empresa por dez anos.
BA – E como foi a sua trajetória até o cargo atual na Ampri?
RP – Na sequência, eu fui convidado pelo Sr. Jorge Schertel para fazer uma consultoria de Marketing e Comunicação na Dana, após ela ter feito a aquisição de várias empresas do setor, entre elas a Nakata. Já na Nakata, eu atuei como coordenador de Marketing, supervisor de Vendas e gerente de Vendas Regional, por 24 anos, no total. Também atuei na Perfect Automotiva e, atualmente, eu estou na Ampri.
BA – Quais foram os fatores que pesaram na sua decisão para assumir o cargo de diretor de Vendas e Marketing na Ampri?
RP – Um novo desafio na carreira e a oportunidade de atuar de forma nacional e internacional, colocando em prática as horas de voo destes anos, o aprendizado vivido com várias pessoas do setor, seja dentro ou fora da empresa. Temos pessoas fantásticas em nosso mercado e que estão sempre dispostas a dividir experiências e práticas de sucesso.
E poder praticar com autonomia ferramentas comprovadas de resultados positivos e ter principalmente a confiança da presidência, além de contribuir com uma empresa de sucesso, com 25 anos de mercado, crescendo cada dia mais, com força e equilíbrio, e com novidades para 2024.
BA – Quais são as suas metas e desafios na Ampri?
RP – Atender cada vez melhor nossos clientes, com produtos Ampri, que são sinônimos de qualidade, produzidos no Brasil, com portfólio completo, a cada dia inovando e lançando novos produtos. Ter velocidade de resposta e entender os movimentos do mercado, tomar as melhores decisões no fortalecimento dos negócios, com nossos clientes ativos e prospectar sempre novas oportunidades, fortalecendo ainda mais nossa marca.
BA – Como líder, como você se posiciona para envolver e motivar a sua nova equipe?
RP – Sempre de forma positiva e motivado, entendo em conjunto com o time cada situação, desafio e necessidade junto ao mercado e nossos clientes. Novamente, de forma objetiva e rápida.
BA – Falando um pouco sobre a AMPRI, como a empresa está posicionada no mercado, quais são os seus diferenciais e, principalmente, no atendimento aos clientes?
RP – Somos especialistas em direção e seus componentes, temos um portfólio completo, temos novos lançamentos a todo momento, atuamos fortemente nas linhas leve e pesada, estamos presentes em toda rede de distribuidores. A nossa entrega e atendimento é de mais de 97%, nossos índices de garantia são muito pequenos e exportamos para vários países. Nossa fabricação é nacional e estamos ampliando o nosso parque fabril e o nosso complexo logístico para melhor atender nossos clientes.
BA – Há mais de 35 anos no mercado automotivo, pela sua vivência, quais foram as principais mudanças e inovações que ocorreram?
RP – Desde o início do nosso segmento de reposição, existiam algumas autopeças para atender os veículos importados. Ainda na década de 1990, eu me lembro de algumas delas no centro da cidade de São Paulo, na Barão de Limeira, nas suas travessas, na Barão de Campinas, Conselheiro Nébias, na avenida São João, e em tantas outras, que ainda restavam vendendo tais peças para carros importados. E muitas delas, inclusive como distribuidores, que já estavam fortes atendendo aos veículos que chamamos de PACHECO, VW, GM e Fiat, vendendo muitas peças de motor, suspensão, freios, componentes de carburador e injeção eletrônica.
Lembro-me muito do movimento na Rede Zacharias ou na DPaschoal, e no Mappin também com a venda de muitos componentes de suspenção e freios, amortecedor e molas. As indústrias de autopeças cresceram muito para atender ao mercado de reparação e muitas nascidas nas décadas de 1930 e 1950 permaneciam fortes em nosso setor, produzindo peças que necessitavam ser trocadas por desgaste, e o crescimento forte destas marcas em nosso mercado se consolidava cada vez mais.
BA – Outros marcos foram a abertura do mercado para importação e a globalização, conforme você mencionou na nossa entrevista?
RP – Sem dúvida. Acompanhamos a abertura do mercado para importação e a globalização, o que fez com que várias empresas nacionais fossem adquiridas por investidores ou gigantes globais, e as mudanças no caminho das peças, do fabricante para o distribuidor, para autopeças, aplicadores, reparadores ou redes de autocenter, do crescimento dos importadores, etc. O aumento de modelos de veículos, a necessidade de lançamentos de produtos a todo instante para acompanhar a velocidade e o crescimento do nosso setor. São vários cenários que pudemos acompanhar e participar do crescimento destas empresas que foram extremamente fortes em seus objetivos e na fixação de suas marcas.
BA – Em sua opinião, hoje quais são os principais desafios para os profissionais que atuam no setor?
RP – A retomada que para muitos ainda não ocorreu, no que se refere à presença nos seus clientes, pois o nosso mercado ainda preserva este contato direto, com periodicidade positiva conforme cada região e cliente, tomada de decisão e soluções nos negócios, com velocidade de resposta. E ter ferramentas e BI (Business Intelligence) que possam dar todas as informações necessárias para o trabalho.
Além de acompanhar de perto o seu posicionamento no cliente, medindo sell out, efetuar ações para alavancar as vendas, acompanhar perda de vendas por falta de produto, conhecer o mapa da mina em cada cliente, oportunidades de cadastro de novos itens, trabalhar a calda longa, fortalecer a marca, desenvolver ações no trade, entender o mercado e seus concorrentes, e a todo momento focar no crescimento, com resultados positivos para os dois lados.
Acrescento também a importância de criar oportunidades e fazer a ponte dos seus distribuidores com possíveis parceiros, sejam redes de autocenters, especialistas, locadoras, empresas de seguro, etc. Apenas uma parte do nosso dia a dia, que em alguns casos parece feijão com arroz, mas na prática muitos simplesmente não executam. E sempre estar disposto a trabalhar novos projetos em conjunto com produtos e marketing.