BA|204 Delphi abre as portas do primeiro centro de treinamento na América Latina, em Piracicaba

Localizada nas instalações da PHINIA, na cidade do interior de São Paulo, esta unidade abrange uma área de 300 m2 e tem a capacidade de oferecer até 25 treinamentos por mês

Por Silvio Rocha

Recentemente, a Delphi inaugurou seu centro de treinamento presencial na planta industrial da PHINIA, o grupo que detém a marca, localizada em Piracicaba, no interior do estado de São Paulo. Essa nova unidade oferecerá uma ampla gama de cursos projetados para a formação e qualificação de profissionais envolvidos em diversas atividades relacionadas à indústria automotiva.

Esta é a primeira unidade de treinamento desse tipo na América Latina, com capacidade para realizar até 25 treinamentos por mês, acomodando até 12 alunos em cada sala. A estrutura foi planejada para permitir a realização de até quatro cursos simultâneos, em salas independentes, totalmente equipadas, como disse Amaury Oliveira, vice-presidente de Aftermarket da PHINIA para a América do Sul, em entrevista exclusiva ao Balcão Automotivo.

A Delphi inaugurou seu centro de treinamento presencial na planta industrial da PHINIA

Balcão Automotivo – Como a inauguração do Centro de Treinamento LATAM em Piracicaba impactará a região?

Amaury Oliveira – O novo centro de treinamento reforça os investimentos da PHINIA na região da América do Sul e traz ao Brasil a primeira unidade de conhecimento das Américas. Com o novo espaço, pretendemos ampliar o número de pessoas treinadas anualmente, além de promover cursos exclusivos para a nossa rede e nossos clientes.

Amaury Oliveira, vice-presidente de Aftermarket da PHINIA para a América do Sul

BA – Quais tipos de treinamentos serão oferecidos no novo centro e como os interessados podem se inscrever para participar dos treinamentos?

AO – No primeiro momento, serão oferecidos 13 cursos. Estão previstos programas voltados para as mais diversas aplicações no mercado de reparação como sistemas de ignição e injeção de combustível, suspensão e direção, reparação de motores diesel, Euro 6, sistemas Common Rail, motores híbridos e elétricos, entre outros. Também temos cursos voltados para a formação técnica comercial para auxiliar a formação dos vendedores e balconistas do setor, para ampliar o conhecimento e capabilidade nas áreas de vendas, serviços e atendimento ao cliente. Para se inscrever, os interessados devem acessar e preencher o formulário disponível no site: https://form.jotform.com/220063926045046.

BA – Quais são as principais soluções que as marcas Delphi, Delco Remy® e Hartridge oferecem para o mercado automotivo?

AO – A Delphi traz a inovação contínua no segmento de gerenciamento de motores, ignição, suspensão e direção, climatização e Diesel. Já a Delco Remy é focada nas soluções de alternadores e motores de partida e a Hartridge tem como oferta ao mercado as bancadas e soluções de testes e calibração dos produtos Diesel.

BA – Como essas marcas combinam tradição, inovação e alta tecnologia em seus produtos e qual é a estratégia da PHINIA para posicionar essas marcas no mercado brasileiro?

AO – As marcas trazem na bagagem uma herança de mais de 100 anos, então tivemos o privilégio de acompanhar o crescimento e as mudanças do mercado automotivo e temos orgulho em fazer parte deste crescimento trazendo inovações e patentes registradas anualmente. Nossa estratégia é unir essa história e conhecimento à modernidade e ao desenvolvimento de novas tecnologias. A PHINIA pretende manter essas marcas com força no mercado, reforçando sua presença e dando continuidade ao trabalho centenário.

BA – Como a PHINIA alcançou US$ 887 milhões em vendas no segundo quartil e quais fatores contribuíram para o lucro operacional ajustado de US$ 94 milhões?

AO – Hoje os negócios da PHINIA estão bem distribuídos entre as regiões das Américas, representando 41% desse faturamento, Europa com 39% e Ásia com 20% e dentro dessas regiões se concentra a maior representatividade dos resultados nos produtos para os veículos leves, seguido pelo Aftermarket e veículos comerciais. O Aftermarket tem papel extremamente relevante no que diz respeito ao lucro operacional, garantindo um negócio lucrativo e gerador de caixa e dividendos, tendo sido responsável por uma fatia de 32% do número.

BA– Quais são as perspectivas para o desempenho financeiro da PHINIA no futuro próximo?

AO – A empresa está muito positiva com os resultados após o spin-off, como uma empresa nova a perspectiva é de atingimento dos resultados prometidos aos acionistas e uma continuidade positiva para o próximo ano.

BA -Quais são os principais investimentos planejados para a fábrica de Piracicaba neste ano?

AO – Investimos cerca de R$ 13 milhões para ampliarmos nossa capacidade produtiva, incluindo a modernização de nossa linha de produção e o aprimoramento de diversos processos. Também inauguramos nosso centro de treinamento, o único do tipo nas Américas, permitindo aprimorarmos a mão de obra disponível no mercado para oferecer o melhor atendimento aos nossos clientes. Até o final do ano, prevemos investir cerca de R$ 30 milhões na planta de Piracicaba em diferentes iniciativas.

BA – Como a fábrica está contribuindo para a sustentabilidade, incluindo o uso de energia renovável e a gestão de resíduos?

AO – Temos uma operação plenamente eficiente do ponto de vista ambiental. Utilizamos energia elétrica 100% renovável, proveniente de fontes eólicas, o consumo de água utiliza o sistema de osmose reversa, que extrai os sais da água e a transforma em dois produtos: uma água pura desmineralizada, usada nas máquinas e equipamentos fabris e outra, reaproveitada, utilizada nas demais atividades da planta. Esta iniciativa nos permite economizar 4 mil litros de água/mês. Também realizamos iniciativas de compostagem e logística reversa junto aos nossos colaboradores, reduzindo o descarte de material orgânico e manufaturado no meio ambiente. Com a troca de sistemas de refrigeração por outros equivalentes, de climatização em diversas áreas da planta, conseguimos reduzir o consumo de energia elétrica em 112 mil kW e 94% das emissões de CO² em nossa operação.

BA – Quais são os projetos ambientais e de inclusão social em que a empresa está envolvida na região?

AO – Realizamos diversas ações de inclusão e diversidade em nossa operação de Piracicaba. Entre elas, estão a participação de profissionais portadores de necessidades especiais em nosso time de trabalho. São ao total 39 colaboradores, entre surdos e portadores de deficiências motoras e cognitivas, que desempenham diversas funções na fábrica. Este ano nossa operação foi reconhecida pela operação global da PHINIA, por promover o primeiro treinamento voltado para o público surdo e deficiente auditivo na Automec, para mais de 500 participantes. Também contamos com um quadro de colaboradores bastante diversificado. Nosso quadro de gestores e líderes é formado por quase 30% de mulheres. No caso da operação do aftermarket, o percentual é de 50%. A empresa disponibiliza um programa corporativo chamado “Woman in Leadership”, voltado para a capacitação de mulheres em cargos de liderança. Outra importante iniciativa são as parcerias que temos com diversas ONG’s e entidades locais como SENAI, Espaço Pipa, Educando pelo Esporte, Jovens Músicos, CUFA e Casa do HipHop, em que apoiamos as ações por meio da participação voluntária de nossos colaboradores, assim como, com suporte operacional e financeiro. Entre estas ações, nós destacamos a parceria com a APAE, para a inclusão de portadores de Síndrome de Down no mercado de trabalho. Temos hoje um time formado na instituição atuando na embalagem dos produtos oferecidos no aftermarket, que tem os mesmos direitos e deveres de todos os demais colaboradores e que realizam um trabalho de altíssima qualidade, o que nos motiva a continuar investindo na inclusão social e profissional cada vez mais.

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