Uma história bem-sucedida de uma empresa que continua em ritmo de expansão, contada pela 2ª e 3ª gerações
Há 65 anos, mais exatamente em 1959, a Odapel foi fundada por Dionízio Dias e seu irmão, Alcides, que mais adiante, em 1986, deixou a sociedade. Inicialmente com o nome Monteiro Dias & Companhia Ltda. e com o nome fantasia ‘Autopeças Jaguaré’, hoje, a Odapel está na terceira geração e continua em expansão. São 15 filiais em nove estados, incluindo duas que serão abertas neste primeiro semestre. No podcast comandado pelo editorchefe do Balcão Automotivo, Silvio Rocha, o diretor Comercial, José Augusto Dias (Jô), Angélica Dias, diretora Financeira, Augusto Batista Dias, coordenador Administrativo, e Matheus Batista Dias, controller Administrativo, falaram da bem-sucedida trajetória da Odapel.
Antes da saída do tio, Jô dedicava-se à empresa especializada em construção, terraplanagem e transporte, criada por seu pai, e nem pensava em trabalhar com autopeças. Mas a convite do pai, com a saída do tio, ele mudou de ideia e a empresa também ganhou um novo nome: Odapel. “A primeira coisa que a gente fez foi colocar uma placa de ‘sob nova direção’, parecida com aquelas placas de padaria, de mercadinho… O Mário (aposentado) foi uma pessoa que nos ajudou muito, porque na época só ficou ele que entende um pouco do negócio (entre outros que ele mencionou no podcast)… Começaram a vir outros funcionários e a gente foi crescendo”, disse Jô.
Ele também prestigiou as pessoas que ajudaram no crescimento da empresa. “Nós fizemos a confraternização dos 65 anos e a gente resolveu dar um troféu para as pessoas que tinham mais de 15 anos de empresa. Para a minha surpresa, a maior quantidade tem mais de 25 anos. Eu tenho funcionários com mais de 30, 37 e 38 anos de empresa. Então, isso faz com que a gente pense que a minha parte social, eu acho que eu fiz… Ninguém fica numa empresa 38 anos se ela não for uma empresa boa para trabalhar. A gente percebe que é uma grande família… Não é uma empresa familiar. É uma empresa de família”.
No mesmo ano que Jô, em1986, sua irmã Angélica foi trabalhar definitivamente na Odapel. Na época ela fazia faculdade de Direito e teve que aprender a datilografar para emitir duplicatas e outras atribuições. “Sou advogada, tenho a carteirinha (OAB), só que já no quarto ano de faculdade eu já sabia que ia continuar na Odapel… Era um monte de duplicatas, borderô para bancos e todo mundo pagava com cheque e precisava também controlar os pré-datados… Às vezes, a gente olhava aquele balcão ali e tinha 100 pessoas… Em exatos quatro anos foi uma loucura aquilo e tivemos que colocar senha no balcão”, recordou-se. Anselmo, irmão de Jô e Angélica, também ocupa a posição de diretor na empresa. Juntos, os três irmãos comandam o negócio há 38 anos.

Mudança de linha
Até então, o foco da Odapel era a linha leve e por uma iniciativa visionária de Jô, o que ela chama de intuição, e com aprovação de seu pai, passaram a focar na linha pesada. “Isso foi uma intuição, não porque estudamos nada disso. Acho que a gente tem que focar em algo direto, no valor agregado maior… A gente focou muito na linha média dos caminhões… Uma coisa que meu pai sempre falava era que a gente tem que atender o cliente em tudo que ele precisa… Que o cara fosse lá e tudo o que ele precisasse para o caminhão dele, para manutenção, a gente teria”, disse Jô. Ele também se orgulhou em dizer que a Odapel foi a primeira empresa do ramo a receber a certificação ISO é 9001. “Isso nos ajudou… Hoje, a gente tem os processos bem definidos que a gente vai passar para as filiais e vão seguindo essa cartilha nossa… Isso ajudou bastante a gente, a ter essa estrutura enxuta, com pessoas certas, no lugar certo e com vontade de trabalhar”, acrescentou.
3ª geração
Desde pequenos, Augusto e Matheus, filhos de Jô, frequentavam a empresa e conhecer as pessoas que lá trabalhavam ajudou muito quando assumiram cargos na Odapel. Augusto entrou em março de 2022 e buscou levar a sua experiência da empresa que trabalhou anteriormente, a Amazon. “Tem inúmeras pessoas que ajudaram a gente no começo, então, para a gente foi um pouco mais tranquilo.
Todos são amigos, é uma família… Quando eu entrei, a experiência que eu tive também na outra empresa eu tentei passar um pouquinho para a questão de processo logístico, que era o que eu gostava também… Comecei a visitar as filiais no primeiro ano e identificar a região”, relatou Augusto.
Formado em Economia, Matheus entrou na Odapel em 2024, no mesmo mês que o irmão. “Eu trabalhei no mercado financeiro, em consultoria. Então, o que eu estou tentando trazer cada vez mais para a Odapel é medir o nosso desempenho, medir o desempenho das filiais. Fazer todo esse acompanhamento para ver como a gente está performando nesses lugares, em outros Estados… É entender um pouco mais sobre o mercado, porque eu não conhecia muito sobre peça. Ainda mais de caminhão, linha pesada, que é algo muito técnico, é muito difícil. Eu sinto que todos os funcionários, meu pai e meus tios, são muito proativos para ajudar a gente a entender um pouco melhor sobre o mercado”, detalhou.
Oferta completa
Questionado sobre o segredo do sucesso da Odapel, Jô respondeu que é a oferta de uma linha completa. “A gente consegue resolver o problema da pessoa com o veículo dela quebrado, com o caminhão dela quebrado. Não só com as principais peças, como também os periféricos, que a gente chama de miudeza, as peças secundárias do negócio. Então, acho que esse é o grande segredo do nosso negócio. E logicamente, a gente vem abrindo filiais… E obviamente, eu dependo do meu gerente, dos vendedores, principalmente das filiais mais recentes. É a gente encaixar certinho o portfólio de produto para a região… Existem frotas diferentes, cultura diferente e tipo de manutenção”.

Contando com as duas filiais que serão abertas no meio deste ano, já são 15 filiais. Para isso, disse Augusto, “a gente tem que ter um bom planejamento… A gente estuda certinho como é o nível de cliente e a gente tem bastante contato com o pessoal de fábrica”. A expansão se dá também com novos parceiros, mais linhas e mais produtos, conforme contou Jô, e o vendedor não tem meta por vendas. “Ele tem que aprender a fazer a venda técnica bem-feita… A pior coisa que existe é o mecânico montar e faltou um retentor. Ele não monta, ele não fecha. Então, acho que é isso, é um trabalho que tem que ser feito”, afirmou.

representando a 3ª geração – Foto: Divulgação
Matheus complementou falando sobre a adequação do estoque das filiais. “Esse é o nosso trabalho, onde está crescendo, está tendo novas filiais, principalmente, para atender melhor nossos clientes… A gente vê muito na região o que é vendido e de quais fábricas, e faz todo um trabalho de adaptar o estoque daquela filial para atender muito bem aqueles clientes… Melhora muito o nosso serviço, a gente consegue uma entrega muito mais rápida e o cliente reconhece isso. O cliente sabe que a gente está fazendo essa expansão não só por conta de aumentar o faturamento também. É um jeito de atender melhor esse cliente que a gente já tem na nossa base”, esclareceu.

Para assistir na íntegra, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=Az73z4mByFU