Socorro! Eu Preciso me Conhecer!

O autor do livro nos leva a navegar na busca interior para ter uma compreensão da vida e dos nossos comportamentos, aprimorar o desenvolvimento pessoal e melhorar os relacionamentos pessoais

Por: Karin Fuchs

Luiz Guilherme Monteiro nos contou o que o levou a escrever o livro ‘Socorro! Eu Preciso me Conhecer!’, após trilhar uma trajetória profissional que seguiu por muitos caminhos até que ele começou a se questionar. Mostrando também o quanto as oportunidades foram importantes na sua vida. O sonho inicial dele era ser oficial da aeronáutica, ele estudou para isso, mas mudou de ideia. “Naquela ocasião, percebi que não era a minha praia e decidi ir para o mar. Estudei para ser oficial da marinha mercante (ele é graduado em Ciências Náuticas como oficial de radiocomunicações). Uma vida longe de tudo, eu era solteiro, mas queria construir família e não estar sempre ausente”, relatou.

Luiz Guilherme Monteiro – Foto: Divulgação

Por oito anos, Monteiro viajou pelo mundo tripulando navios mercantes da Petrobras. “Foi o tempo apropriado para construir a minha família, amei trabalhar em navios, aquela vida dinâmica de chegadas e partidas. Na Petrobras, eu trabalhei em várias áreas (onde se aposentou em 2015). Permeei por vários contextos, e nem pensava em autoconhecimento, vocação, isso não me fez falta nenhuma. Eu fui abraçando as oportunidades e as minhas conquistas. Só que houve uma época que essas mudanças começaram a me cobrar, comecei a me questionar qual era a minha praia, sou especialista no quê? Eu já estava casado, tinha três filhos, e comecei o processo de autoconhecimento para conhecer o meu potencial para poder brilhar mais em uma área que tinha a ver comigo”, recordou-se.

A busca pelo autoconhecimento

O primeiro passo foi uma entrevista vocacional que ele fez com a sua irmã psicóloga e três áreas foram identificadas para ele: Administração, Engenharia e Direito. Ele optou por Administração, mas percebeu que em algum momento ele tinha trilhado nas três áreas. Desse aprendizado, ele deixou uma mensagem. “As oportunidades da sua vida vão bater na sua porta um dia. O mais importante, o aprendizado, é que nós não precisamos ficar encasquetados para conhecer a nossa vocação e escolhendo demais. Vai abraçando as oportunidades, coloque em movimento, crie visibilidade para você e nessa você vai desenvolvendo as suas competências, habilidades e atitudes. Uma hora você vai se conhecer e se identificar”, orientou.

E foi assim que ele seguiu a sua trajetória profissional, “abraçando as oportunidades, dando o meu melhor e a identificação chegaria quando eu estivesse maduro. Tudo isso me inspirou para o livro, além da minha eclética profissional e as minhas experiências. Após a entrevista vocacional, continuei me conhecendo, entrei em um curso do coach, para ser coach, depois fiz um curso para ser analista comportamental, foi aí que conheci a teoria DISC, e com todo esse processo maduro eu já tinha decidido escrever o livro e o título, ‘Socorro! Eu Preciso me Conhecer!’, apareceu de primeira e isso norteou a minha pegada marinheira para deixar o cheirinho de maresia e divido os capítulos em três portos”.

Livro: Socorro! Eu preciso me conhecer! – Foto: Divulgação

Socorro! Eu Preciso me Conhecer!

No primeiro porto, ‘A Nossa Origem’, Monteiro traz uma reflexão sobre a origem do ser humano pelo Criador. “Para falar em autoconhecimento, antes de falar de si, tem a origem, olhar para quem nos criou. É perguntar para o fabricante (o Criador) qual é o seu propósito, e eu trago algo diferente para o livro, o conceito de design inteligente, termo usado pelos cientistas que se rendem às inúmeras evidências, principalmente químicas, de que nós, com a perfeição do universo, tudo no seu devido lugar e que a complexidade do nosso funcionamento não pode ter sido, como ensinado na escola, de um processo lento, gradual e suscetível de milhões de anos. Ou seja, fomos planejados e criados. A Nossa Origem é a uma pegada mais teológica, com referências bíblicas, para justificar que nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus”, explicou.

No segundo porto, ‘Propósito’, o autor faz refletir o porquê estamos aqui. “Fomos criados por Deus para um determinado propósito e o principal é nos reproduzirmos à imagem dele, onde quer que estejamos, o que estivermos fazendo, pensando, agindo, as nossas atitudes devem espelhar o que Deus espera para nós. É buscando a excelência, a perfeição, mesmo reconhecendo que somos falhos, mas que não estamos sós, temos a ajuda dele nessa caminhada. E os propósitos que você deseja estarão sempre bem edificados sobre esse principal propósito, que é o de Deus para a sua vida. Aí tudo passa a fazer sentido, pois não estamos aqui por acaso.  A vida não é uma brincadeira, é um período curto que temos para conhecer tudo isso. Como um bom aluno, eu não passei pela vida, eu aprendi com a vida”, afirmou.

No terceiro porto ‘Conhecimento’, Monteiro escolheu explorar a teoria DISC, Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade. “Nós nos apresentamos e somos conhecidos pelo nosso comportamento. Quando chegamos em um lugar é o nosso comportamento que fará o nosso interlocutor imaginar quem somos, mesmo que não falemos nada. E nós temos dois tipos de comportamento, o natural, que já vem na bagagem, e o adaptado, o qual você precisa adequar o seu comportamento natural, dependendo do ambiente que esteja, para alcançar e conquistar os seus objetivos”, esclareceu.

Simplificando, a teoria DISC diz que dois fatores comportamentais mais fortes identificarão o seu comportamento. Segundo Monteiro, “existem análises para você se identificar, mas no livro, eu já apresento uma qualidade, falo com mais detalhes, para a pessoa ao ler conseguir se identificar. Uma vez conhecendo os seus pontos fortes, você vai poder trabalhar para aprimorar o seu desenvolvimento pessoal e melhorar também os seus relacionamentos pessoais”.

Simplificando, pela teoria DISC, o D, Dominância, são pessoas dominantes, objetivas e que lidam muito bem com oportunidades de liderança. O I, Influência, são pessoas influentes, que precisam ter pessoas no seu processo de trabalho. O E, Estabilidade, são as que pensam em todo mundo, e o C,  Conformidade, ou Cautela, são pessoas que não gostam gosta de interferências na sua rotina de trabalho e gostam de seguir regras.

Para finalizar, Monteiro deixa mais uma dica. “Conhecer o seu comportamento natural já te dá uma vantagem competitiva, porque você vai se conhecer e se conhecendo, terá oportunidade de conhecer o seu interlocutor. Se quer um aumento, você deve trabalhar não os pontos e as qualidades que você gostaria de ter, mas sim, as que você já tem. Conhecendo quais são elas, trabalhá-las e minimizar as que você não tem. Ou seja, é gastar mais energia potencializando os seus fatores fortes. E quando sobrar tempo, trabalhar as outras qualidades que você gostaria de ter”.

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