O volume de emplacamento das marcas associadas à Abeifa cresceu quase 33% no primeiro trimestre

O destaque foi a participação de 50,4% no mercado de eletrificados, uma contribuição relevante para a transição energética

Por: Karin Fuchs

No 1º trimestre do ano, o volume de emplacamento de veículos das associadas da Abeifa cresceu 32,8% em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando 27.723 unidades importadas e produzidas no País. A título de comparação, pelo balanço do 1º trimestre da Anfavea, as vendas cresceram 7,2% em relação também ao 1º trimestre de 2024. O grande destaque foi a participação dos eletrificados das associadas da Abeifa, com 50,4% de participação de um mercado total de 50.643 unidades no período.

Somente no mês de março foram 10.174 unidades emplacadas das dez associadas da Abeifa, 12,8% acima do mês anterior e 20,3% a mais do que em março de 2024. Com este resultado, 5,5% foi o market share das marcas da Abeifa no segmento de automóveis e comerciais leves, e de 5,4% no acumulado do ano.

Panorama econômico brasileiro – Foto: Divulgação

A previsão da Abeifa de um crescimento de 5% neste ano já se confirmou no primeiro trimestre, conforme afirmou o presidente da entidade, Marcelo Godoy. “Prevemos um crescimento de 5% para este ano, o que já aconteceu no primeiro trimestre, e os veículos eletrificados importados pela Abeifa e pelos não da Abeifa têm uma tendência de crescimento ainda maior. A indústria está importando e importando mais elétricos, e a Abeifa segue nesse caminho natural. Ano contra ano, com um crescimento de quase 33%, isso mostra que o carro eletrificado está caindo no gosto das pessoas”.

A falta de informação é atribuída por Godoy pelas vendas não serem maiores. “As pessoas estão deixando de entrar em um carro mais tecnológico, com segurança embarcada muito melhor. Este é o mote da Abeifa, trazer os carros para mais pessoas poderem ver e essa tecnologia ser incorporada nos outros veículos”, afirmou.

Importação de automóveis e comerciais leves – Foto: Divulgação

Política de Trump

Na coletiva à imprensa, realizada no dia 15 de abril, Godoy também falou sobre as medidas anunciada por Trump. “Se hoje mudar uma produção da China para os Estados Unidos isso duplica o preço… É até leviano falar que a China só exporta produto barato, ela exporta de tudo, exporta tecnologia… Se o Trump quiser trazer a produção para os Estados Unidos, a primeira coisa que ele precisa fazer é desvalorizar o dólar para o País ficar mais atrativo. É difícil fazer isso, mas se conseguir, a maior força que os Estados Unidos têm é o dólar. É uma política industrial que deveria durar para os próximos 15, 20 anos”, comentou.

Para Godoy, mais do que a taxação é o cenário econômico global que se forma. “É um momento turbulento da economia por passarmos por uma reorganização do mundo. Estamos vivendo uma potência nascendo e a China já vem evoluindo há décadas… A taxação não é benéfica para ninguém. O principal motor no Brasil é automóveis”.

Marcelo Godoy – Foto: Divulgação

Também durante a coletiva, Galileu Vitorio Prezzotto apresentou a nova edição da pesquisa “A jornada de compra de veículos eletrificados”, da DadosX, com uma análise comparativa entre o primeiro trimestre deste ano e o último do ano passado. Uma das constatações foi o aumento de 88 mil novos clientes na jornada de compra de um veículo elétrico, chegando a 365 mil. A pesquisa retrata o comportamento do consumidor, como busca se informar e fatores que influenciam na decisão de compra.

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