Sem perceber um veículo passando ao seu lado, o motorista leva um susto ao tentar mudar de direção e, rapidamente, evita uma colisão. Seu campo de visão, prejudicado pelo ponto cego, poderia ter implicado em acidente de trânsito e consequências desagradáveis. Sem perceber um colega ao seu lado, passando por um momento difícil na vida pessoal, distante do seu campo visual, no ponto cego, que muitas vezes nos impossibilita de perceber a dor do outro, perdemos a oportunidade de ajudar alguém que, de repente, precisa apenas ser ouvido, ser notado, ou precisa apenas de uma palavra de incentivo. Por estarmos focados apenas em nossos próprios assuntos, esquecemonos de dar atenção a um colega de trabalho ou prestar algum apoio. O “ponto cego” é uma característica natural da visão humana nas diversas interações do dia a dia. É aquela parte do nosso estilo natural de personalidade que são óbvias para todos, exceto para nós mesmos, até que alguém os aponte. São os comportamentos ou palavras que usamos sem perceber seu impacto nos outros. A cegueira social é a incapacidade de percebermos a realidade que nos rodeia, é o que nos tira a possibilidade de reagir a ela, dessa forma não respondemos às necessidades e sofrimentos dos outros, muitas vezes em prol de interesses pessoais ou do status quo. É uma forma de alienação. No trânsito, o ponto cego é uma questão de segurança, requer muita atenção e cuidado. São áreas ao redor do carro (ou outro veículo) que o motorista não consegue ver diretamente, mesmo usando os espelhos retrovisores, seja pela posição do banco do motorista, do tamanho do veículo, ou objetos que obstruem a visão, o que impossibilita o condutor de perceber a presença de outros veículos, pedestres ou obstáculos nesta área. A arrogância causa uma cegueira mental: um cliente arrogante, que chega a um balcão de atendimento e não enxerga do outro lado do balcão um ser humano e o trata com olhar de superioridade, é merecedor de um tempo para reflexão, assim como, um atendente (balconista) precisa ter o entendimento de que o cliente que chega ao balcão vai em busca da solução de um problema, nem sempre sabe exatamente o que precisa e nesse contexto cabe ao balconista fazer o cliente enxergar que ali é um local de atendimento diferenciado e com grandes possibilidades de solução do seu problema. Chegamos ao mês de maio, mês em que se comemora o “Dia do Trabalho” (1º), o “Dia das Mães” (segundo domingo de maio), o “Dia do Automóvel” (13), a “Abolição da Escravatura” (13) e o mês em que aconteceu o conclave que elegeu Leão XIV, o Papa. O ano está quase chegando à sua metade. Você conseguiu enxergar as oportunidades que se apresentaram em sua vida ou essas oportunidades não foram percebidas por conta do Ponto Cego, natural da visão humana? O Maio Amarelo é o mês do movimento internacional de conscientização para a redução de acidentes de trânsito, um período de referência para ações e reflexões sobre o tema, que tem por objetivo sensibilizar a sociedade quanto à importância de comportamentos seguros nas estradas. “Cavalo selado só passa uma vez”, assim diz um ditado popular, portanto, é importante estarmos sempre atentos e preparados para aproveitar as oportunidades no momento em que elas se apresentam, pois essas oportunidades podem não se repetir. A expressão “Cego é aquele que não quer ver” é um ditado popular que difere do ponto cego. No ponto cego algo obstrui nossa visão, enquanto que não querer ver uma situação real, reconhecer ou aceitar uma verdade ou uma situação que está diante de seus olhos, é uma recusa que torna a pessoa um cego mental. O conceito de empatia vai ao encontro do conceito de Ponto Cego (visão humana). Empatia é a habilidade de “enxergar além das aparências” e reconhecer a humanidade compartilhada, buscando entender as razões por trás do comportamento e das emoções do outro. É a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo seus sentimentos, pensamentos e experiências, mesmo que sejam diferentes dos seus. Um “olhar humanizado” valoriza a dignidade e o bem-estar do indivíduo, considerando-o como um todo e não apenas como um problema ou condição a ser tratada. É uma visão que vai além da técnica e do profissionalismo, incorporando a empatia, a escuta ativa e a compreensão das necessidades emocionais e sociais do outro. Diante desse contexto, as empresas brasileiras precisarão incluir a avaliação de riscos psicossociais no processo de gestão de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), a partir de 26 de maio de 2025, com base na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Dessa forma, será uma exigência a garantia da promoção da saúde mental dos trabalhadores no ambiente de trabalho, incluindo a prevenção de estresse, assédio e outros problemas relacionados, alteração essa fruto da Portaria MTE nº 1.419/2024. Ouvir a voz interior é a capacidade de prestar atenção e confiar nos seus próprios pensamentos, sentimentos e intuições. É uma forma de se conectar consigo mesmo, olhar pra dentro de si e tomar decisões que estejam alinhadas com seus valores e desejos. Em liderança, o “ponto cego” são aspectos do próprio comportamento ou estilo de liderança em que um indivíduo não consegue reconhecer ou perceber, mesmo que sejam óbvios para os outros. Esses pontos cegos podem prejudicar a eficácia da liderança e afetar negativamente o desempenho da equipe. Existe um ponto cego, ou seja, percepções e informações que outras pessoas possuem, mas que preferem não declarar. E sem essas informações seu campo de ação é limitado. Pouco pode fazer para melhorar a qualidade da sua liderança. Afinal, ninguém reconhece aquilo que desconhece e só é possível agir sobre o conhecido. O ponto cego é uma expressão usada no mundo empresarial e representa tudo aquilo que o gestor não enxerga sobre sua liderança. Geralmente, muitos líderes têm pontos cegos em comum, porém, não percebem. O “amor é cego” é uma expressão popular que significa que alguém não consegue ver os defeitos da pessoa amada. É um sentimento em que a pessoa se torna “cega”, no sentido de ignorar tudo o que está errado com o outro, associando-o apenas a bons sentimentos. A autoestima refere-se à nossa auto avaliação, incluindo qualidades, defeitos, habilidades e valor pessoal. É a confiança em si mesmo, a capacidade de reconhecer e aceitar os pontos fortes e fracos, e a capacidade de se sentir bem consigo mesmo. Ela pode ser alta (positiva) ou baixa (negativa), e influencia a forma como lidamos com a vida, as relações interpessoais e o bem-estar emocional. O que tem a ver autoestima com “Ponto Cego”? Pois bem! A expressão “autoestima nos deixa cegos” é uma metáfora que sugere que uma baixa autoestima pode impedir um indivíduo de enxergar a si próprio e ao mundo com clareza, dificultando a tomada de decisões e o estabelecimento de relacionamentos saudáveis. A arrogância, nossas crenças, prejulgamento, o preconceito, não saber ouvir, a procrastinação, a falta de foco e motivação de um indivíduo o torna completamente cego no sentido da visão humana e o impede ou dificulta a conquista do sucesso na vida pessoal e/ou profissional, portanto, precisamos ficar atentos para não cair nessas armadilhas. Quanto à arrogância do outro para conosco, pode nos servir de aprendizado. Ao lidar com essa situação, é importante mantermos a confiança, tentarmos um diálogo com tato, não cair em provocações e, em situações extremas, afastar-se para evitar desgastes. Ao tempo em que é crucial desenvolver a autoconsciência, autoconfiança, auto respeito e amor-próprio para não se deixar afetar pela arrogância alheia. A Geração X, Y e Z são grupos de pessoas marcados por diferentes contextos históricos e evoluções tecnológicas que influenciam seus valores, comportamentos e expectativas. As principais diferenças entre elas incluem a forma como se adaptam à tecnologia, suas prioridades na vida profissional e pessoal, e seus padrões de consumo. No mundo empresarial, o grande desafio é a convivência harmoniosa entre esses grupos convivendo em um mesmo “enxergando” as diferenças entre eles como forma de aprendizado e crescimento no que se refere à convivência harmoniosa entre pessoas de gerações diferentes. Para concluir, espero que você, caro leitor, tenha enxergado nesse texto que acabou de ler um motivo para reflexão sobre quais comportamentos nos deixam “cegos” em determinadas situações. Espero trazer algum tema interessante na próxima edição. . Estarei atento no sentido de não ficar “cego” para insights que se apresentam, trazendo temas de grande relevância.
Até breve.