BA| 224 No meio da caminhada

“Meio caminho andado” é uma expressão que transmite otimismo e esperança em relação à possibilidade de sucesso. É parte significativa do trabalho ou esforço necessário para alcançar um objetivo. É como ter percorrido a metade de um caminho e um bom progresso, pois a tarefa está avançada e o objetivo está mais perto de ser alcançado.

“Para viver o propósito, é necessário suportar o processo”.

Chegamos ao mês de junho, sexto mês dos doze meses do ano, portanto, estamos nos aproximando do meio do ano. No calendário gregoriano, é considerada a metade do ano, a data de 2 de julho, isso porque é o 183° dia do ano no calendário e 184° em anos bissextos, sendo assim, são 182 dias antes e 182 dias depois, portanto, este é o dia exato do meio do ano (182 + 1 + 182 = 365).

O nome junho é derivado da deusa romana juno, esposa do deus júpiter. Juno é considerada a “rainha dos deuses”, do casamento, da maternidade e da feminilidade.

No mês de junho, importantes datas são comemoradas, a exemplo do “Dia Mundial do Meio Ambiente”, Dia dos Namorados e a Festa de São João.

E nessa caminhada até aqui, no mês de junho, quando se aproxima a metade do ano, é momento de reavaliar os objetivos traçados em janeiro e se questionar:

1.Preciso mudar de rota?

2.Preciso recolocar os objetivos nos eixos?

3.Preciso abortar os objetivos propostos e traçar novos objetivos?

Imagine as seguintes situações:

Situação 01: Na fila do supermercado, após ter percorrido metade da distância até o caixa, resolveu desistir. Não avaliou que o pior já tinha passado. Dos dez clientes que estavam à sua frente, quatro deles, com carrinhos cheios, já tinham registrado suas compras. Os demais clientes tinham em seus carrinhos poucos itens a registrar, consequentemente, o tempo de espera para atendimento seria muito mais rápido. Sua desistência teria acontecido por motivo de:

• Falta de paciência?
• Falta de raciocínio lógico?
• Falta de tempo?
• Influência de alguns clientes que estavam reclamando na fila?
• Avaliar que os itens que estavam comprando eram supérfluos?

Situação 02: A corrida de “fórmula 1” transcorria de forma bastante tranquila até a volta de número trinta e cinco do total de setenta voltas. De repente, um acidente aconteceu e três dos seis primeiros colocados foram atingidos. A corrida continuou enquanto os três pilotos foram para os boxes tentar ajeitar os carros. Na volta seguinte, os mecânicos já tinham conseguido colocar os carros em condições de dar continuidade à prova, porém, cada um deles tomou diferentes decisões:

1) Piloto 01 – retornou à prova, pois aceitou que poderia dar a volta por cima e vencer a prova, mesmo com uma volta atrás em relação aos demais pilotos;

2) Piloto 02 – desistiu da prova por acreditar que não teria chances de conquistar um bom resultado;

3) Piloto 03 – retornou à prova não por vontade própria. Ouviu a opinião dos componentes da equipe, retornou à prova, correu mais três voltas e desistiu.

Uma vez se colocando no lugar dos personagens das histórias, fictícias, acima contadas, qual seria sua decisão?

A mensuração de resultados pessoais é muito importante. Serve para avaliar e analisar a evolução em direção a metas e objetivos. Permite identificar áreas de melhoria e ajuste nas estratégias, com base no comparativo dos resultados obtidos com metas estabelecidas.

“O planejamento não é uma forma de predizer o que vai acontecer, mas sim um instrumento para raciocinar agora sobre que ações devemos tomar hoje para merecermos um futuro”, é uma citação de Peter Drucker, sobre a importância do planejamento, para definição do melhor caminho a seguir, através de tomada de decisões conscientes no sentido de construirmos um futuro que seja o reflexo das nossas ações e objetivos.

“Andá com fé eu vou que a fé não costuma faiá”, diz o trecho da música “Andar com Fé” de Gilberto Gil: com base Na Bíblia, o Livro Sagrado, caminhada requer perseverança e esforço, pois envolve desafios e provações. A jornada do povo de Israel com a travessia no deserto do Egito para a Terra Prometida, é uma história frequentemente lembrada. (Êxodo 15-18).

Fazer um grande esforço para atingir um objetivo, mas não conseguir superar obstáculos, não conseguir alcançar o sucesso e desistir no meio do caminho ou no último momento, quase no final, é como “nadar, nadar e morrer na praia”, como diz a expressão popular. É preciso acreditar no resultado final durante toda uma caminhada, para não correr o risco de desistir no meio do caminho.

“Remar contra a maré” é lutar contra a corrente para alcançar um objetivo diferente, contrário ao que a maioria aceita ou pratica. Uma busca por inovação, por um novo direcionamento ou por uma mudança de paradigma, não é o caminho mais fácil ou o que a maioria está procurando. Requer um grande esforço para conquistar algo que foi idealizado.

“Sinto que seguir a vida seja simplesmente conhecer a marcha, ir tocando em frente Cada um de nós compõe a sua própria história, e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, de ser feliz”.

“Tocando em frente”

(trecho da música composta por Almir Sater e Renato Teixeira)

Diz o poema, “No meio do Caminho” de Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”. Obstáculos, empecilhos, contratempos, pedras… podem fazer parte da nossa caminhada. O que não pode acontecer é, ao encontramos dificuldades, paralisar, desistir, ser tomado pela dor e sofrimento e não refletirmos sobre nossa jornada. É desafiador superarmos os obstáculos e seguirmos em frente sem perdermos o foco do objetivo final. Na minha caminhada como colunista da Revista Balcão Automotivo, coluna comportamento, esse é o 80° artigo publicado, 6° artigo publicado em 2025, rumo ao objetivo de completar 100 (cem) artigos e lançar um e-book com a coletânea de todos os artigos. Caro leitor, é momento de avaliar sua caminhada até aqui e se certificar se tudo está acontecendo conforme o planejado e, caso necessário, tomar as ações necessárias fim de que os objetivos sejam
alcançados.
Até a próxima edição! 

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