Em visita à planta da Nakata, em Extrema (MG), o Balcão Automotivo conversou com Edmir Sassiloto, head de Novos Negócios, Produto, Engenharia e Qualidade da empresa, que agora faz parte da Frasle Mobility. Recém-chegado à companhia, Sassiloto compartilhou suas impressões iniciais e destacou a sinergia entre sua trajetória profissional e os valores da empresa. No bate-papo, ele explicou como funciona o processo de desenvolvimento de amortecedores — desde a análise da frota até os rigorosos testes exigidos pelo Inmetro —, reforçou a importância da manutenção preventiva e falou sobre o compromisso da Nakata com a segurança, qualidade e atendimento. Em um mercado cada vez mais competitivo, a marca aposta na inovação, na escuta ativa dos profissionais da reparação e na expansão internacional para manter sua liderança no segmento. Confira a entrevista exclusiva.

Balcão Automotivo – Edmir, obrigado por nos receber. Você está chegando agora à Nakata. Como foi esse início?
Edmir Sassiloto – Primeiramente, nós é que agradecemos a visita do Balcão, uma mídia tão conceituada no mercado e que ajuda aplicadores, varejistas e distribuidores. Estou aqui na planta de Extrema, da Frasle Mobility, onde fabricamos os amortecedores Nakata. Já venho do setor automotivo, com passagens por montadoras e autopeças, e sempre tive o desejo de trabalhar tanto na Fras-le quanto na Nakata. É uma empresa com foco central nas pessoas e nos clientes. Deu liga? Deu muita liga, sim!
BA – O Brasil tem uma frota muito diversificada e antiga. Como isso impacta no desenvolvimento dos produtos?
ES – A frota brasileira conta com cerca de 45 milhões de veículos leves, 3 milhões de caminhões e mais de 16 milhões de motos. É uma das maiores e mais variadas do mundo. A nossa área de inteligência identifica oportunidades de novos produtos com base nesse perfil. Um dado interessante: um amortecedor pode ciclar mais de 85 milhões de vezes em 60 mil quilômetros, o que mostra sua importância. É um item de segurança e conforto, especialmente nas estradas brasileiras.
BA – Mesmo assim, o consumidor costuma procurar o reparo só quando o problema aparece. Como trabalhar melhor esse conceito da manutenção preventiva?
É essencial valorizar a opinião do mecânico, que está cada vez mais bem preparado e informado. Muitas vezes ele detecta outros componentes com desgaste ao verificar um item.

ES – É essencial valorizar a opinião do mecânico, que está cada vez mais bem preparado e informado. Muitas vezes ele detecta outros componentes com desgaste ao verificar um item. Por exemplo, se você troca os pneus, mas o amortecedor está comprometido, o desgaste volta rapidamente. É importante conscientizar o consumidor e toda a cadeia — aplicador e balconista — sobre os impactos da manutenção preventiva.
BA – E como funciona internamente o processo de desenvolvimento de um amortecedor?
ES – Começamos com nossa área de inteligência de produto, que define prioridades. Buscamos informações com técnicos de campo, identificando pontos de melhoria até em relação ao produto original. A partir daí, definimos materiais e propriedades mecânicas, criamos os modelos 3D e produzimos as primeiras amostras físicas. Com elas, realizamos testes de durabilidade, tração e deformação, seguindo rigorosamente as normas do Inmetro. Só depois disso partimos para produção e acompanhamento de mercado durante 12 meses, para garantir que a performance real corresponda à teórica.
BA – E quando o produto é exportado, ele passa por ajustes?
ES – Sim. Desenvolvemos no Brasil e, se necessário, fazemos adaptações para cada mercado. Exportamos, por exemplo, amortecedores para a Argentina, México e Colômbia. Em alguns casos, ajustamos INDÚSTRIA Edmir Sassiloto, head de Novos Negócios, Produto, Engenharia e Qualidade É essencial valorizar a opinião do mecânico, que está cada vez mais bem preparado e informado. Muitas vezes ele detecta outros componentes com desgaste ao verificar um item. Linha de Produção Amortecedores HG Nakata BALCÃO AUTOMOTIVO | 43 as cargas para adequar ao tipo de solo ou condução local. A Frasle Mobility está em expansão global e a Nakata está presente nessa jornada.
BA – O mercado de amortecedores é bastante competitivo. O que pesa na decisão de compra?

ES – Mais do que preço, o cliente busca serviço. Ter o produto certo, na hora certa e no lugar certo faz toda a diferença. Nosso trabalho de treinamento com mecânicos, varejistas e distribuidores é um grande diferencial. E, claro, a segurança. Peças de direção e suspensão não podem falhar. A excelência é nosso mantra, e é isso que entregamos com a marca Nakata.
BA – E para concluir, como você enxerga esse momento da Nakata dentro da Frasle Mobility?
ES – A Nakata é uma marca da Frasle Mobility, e essa sinergia entre as outras marcas, como Fras-le, Fremax e Controil, possibilita oferecer soluções completas ao mercado, com ampla linha de produtos para os sistemas de freio, suspensão, transmissão e direção. Fazendo parte do mesmo sistema, compartilham uma cultura semelhante, e isso tem permitido crescer com responsabilidade, sem perder a essência. A excelência continua sendo o nosso principal compromisso com o mercado.