Comportamento das vendas e produção de veículos em janeiro

Pela primeira vez, o volume de emplacamento de eletrificados teve uma participação de 16,8% do mercado e os modelos fabricados no País, 35% do total


No mês de janeiro, 1.340.333 veículos seminovos e usados foram transacionados,
segundo a Fenauto, representando um recuo de 24,5% em relação a dezembro, o que se explica pelo período de férias, matrículas escolares e impostos arcados no início de ano. Porém, comparado a janeiro de 2025, a alta foi de 9,3%, ano em que o volume de transações foi recorde.

Destaques – Foto: Divulgação

De acordo com o presidente da entidade, Everton Fernandes, “tivemos um resultado excepcional em 2025. É natural que o mercado passe por essa estabilização no período que antecede o Carnaval. Mesmo com um calendário desafiador em 2026, que inclui Copa do Mundo e eleições, eventos que tradicionalmente alteram o ritmo do comércio, estamos confiantes na continuidade dos bons negócios”, afirmou.

Emplacamentos de importados – Foto: Divulgação

BOX

Os mais procurados em janeiro

Fonte: Fenauto

Automóveis

VW – GOL 56.314

GM – ONIX 35.084

HYUNDAI – HB20 34.114

 

Comerciais leves

FIAT – STRADA 29.746

VW – SAVEIRO 17.766

TOYOTA – HILUX 14.519

Desempenho dos novos

Automóveis e comerciais leves

Na rede de concessionárias associadas à Fenabrave, 125.136 automóveis foram emplacados em janeiro, 40,61% inferior ao mês anterior e 1,45% acima de janeiro de 2025. Entre os comerciais leves foram 37.348 unidades, 2,27% acima do mesmo mês de 2025 e 33,76% a menos do que dezembro de 2025.

“Os veículos leves iniciam 2026 mantendo o nível de atividade. O mercado segue sensível às condições de financiamento, mas demonstra capacidade de sustentação do volume”, disse o presidente da entidade, Arcelio Junior.

Produção / Autoveicuos – Foto: Divulgação

Pelas contas da Anfavea, 125.000 automóveis foram emplacados em janeiro, 1,4% acima do mesmo mês do ano passado e, comparando o mês e período, os comerciais leves apresentaram uma expansão de 3%, com 38.000 unidades emplacadas.

Eletrificados – Os grandes destaques em janeiro foram o avanço da participação dos eletrificados produzidos no Brasil e a participação no volume totalde emplacamentos. De um total de 19.200 unidades emplacadas, 35% foram de modelos nacionais. Já a participação dos eletrificados no volume de emplacamentos, 16,8% do total em janeiro, foi um recorde da série histórica.

“Em janeiro atingimos um duplo recorde, o que muito me alegra, devido aos investimentos em novas tecnologias. O portfólio novo de produtos já gerou resultados, 35% de tudo que foi emplacado foi produzido aqui no Brasil, no que diz respeito aos veículos eletrificados”, comemorou Igor Calvet, presidente da Anfavea.

No balanço da Fenabrave, aumentou em 49,85% o volume de híbridos emplacados em janeiro, em relação a janeiro de 2025. “No total,

foram 19.170 emplacamentos, o que comprova o aumento da diversidade de modelos no País e a demanda por esse tipo de veículo entre os consumidores”, disse Arcelio Junior.

Percentualmente, o aumento foi maior ainda entre os 100% eletrificados, de 122,43%, na mesma base de comparação, totalizando 8.221 unidades. “O segmento tem conquistado resultados consistentes, mostrando que pode continuar a ter uma boa participação no processo de descarbonização da frota brasileira”, avaliou Arcelio Junior.

Programa Carro Sustentável – No período de 11 de junho de 2025 a 31 de janeiro de 2026, 282.000 unidades foram emplacadas pelo programa Carro Sustentável, 22,8% superior ao registrado no período anterior à isenção de IPI.  As vendas no varejo tiveram uma participação de 73.000 unidades. Quando comparado ao mesmo período anterior ao programa, houve um aumento de 63,1% nas vendas no varejo, enquanto as vendas diretas cresceram 13,1%, apesar de representarem o maior volume, com 209.000 unidades.

“Esse aumento é muito importante para o varejo, porque é no varejo que percebemos o maior aumento das vendas. Nós temos claramente a visão de que o programa Carro Sustentável foi um importante indutor da demanda por veículos leves no País”, comentou Igor Calvet.

Emplacamentos de importados – No mês de janeiro, segundo a Anfavea, 38.000 autoveículos importados foram emplacados. Comparado ao mesmo mês de 2025, a participação da China avançou 61,5%, somando 16.800 unidades, enquanto os modelos importados da Argentina retraíram 30,7%, totalizando 13.400 unidades.

“Nós tivemos uma troca de parceiros no que diz respeito à importação de autoveículos no País. É um movimento que acontece de maneira muito rápida,pelos dados que estamos vendo diariamente, mensalmente. Precisamos ficar muito atentos aos números relativos à importação de veículos no País para manter um equilíbrio dentro do mercado”, ressaltou Igor Calvet.

Caminhões e ônibus – Segundo a Fenabrave, em janeiro, 6.379 caminhões foram emplacados, 34,67% a menos do que no mês anterior e 30,14% inferior a janeiro de 2025. Ônibus retraíram 34,29% e 23,55%, na mesma base comparativa, totalizando 1.675 unidades. Pelas contas da Anfavea, o mês de janeiro terminou com 6.400 caminhões emplacados, uma queda de 31,5% quando comparada a janeiro de 2025. Para ônibus, a retração foi de 33,9%, comparando os dois períodos, totalizando 1.200 unidades emplacadas.

“Em um mês de lançamento do programa Move Brasil, o BNDES aprovou

R$ 1,3 bilhão em financiamentos para a renovação de frota, resultado que deve se refletir gradualmente nos emplacamentos de caminhões ao longo dos próximos meses”, analisou Igor Calvet.

O programa prevê um aporte de R$10 bilhões do Governo Federal neste primeiro semestre. De acordo com Arcelio Junior, “o desempenho do segmento está diretamente ligado ao nível de atividade econômica, ao comportamento do agronegócio e ao custo do crédito para aquisição de veículos pesados e, com o Move Brasil, esperamos uma retomada nos emplacamentos, principalmente, entre os caminhões pesados, que representam 45% do mercado”, afirmou.

Produção – Ao todo, 159.660 veículos leves e pesados foram produzidos em janeiro, 12% a menos do que em janeiro de 2025. Sendo 150.900 leves, ante 171.600 unidades no mesmo mês do ano passado, e 8.600 pesados, inferior às 9.800 unidades produzidas em janeiro de 2025.

“É importante registrar que essa queda se deve muito ao fato de que as nossas empresas associadas deram férias coletivas, algumas voltaram na terceira semana de janeiro, então, nós tivemos um mês comprimido do ponto de vista da produção e isso explica essa redução em janeiro de 2026”, explicou Igor Calvet.

Exportação – Para finalizar, as exportações de automóveis registraram queda de 18,3% em relação a janeiro de 2025, influenciadas, principalmente,pela retração de 5% nos embarques para a Argentina. “Isso para nós, no início do ano, é um dado importante, de contínua atenção, que pode sinalizar uma desaceleração da demanda do nosso país vizinho e dos principais parceiros comerciais no setor automotivo do Brasil”, afirmou Igor Calvet.

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